Trens de alta velocidade colidem na Espanha e deixam 64 mortos
O acidente ocorreu em Urda, na província de Toledo, e deixou 80 feridos; as causas da colisão entre as composições da Iryo e da Renfe ainda são investigadas.
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Dois trens de alta velocidade que seguiam de Madri para Sevilha colidiram em Urda, na região espanhola de Castilla-La Mancha. Pelo menos 64 pessoas morreram e 80 ficaram feridas, 50 em estado grave e 15 em estado crítico. A circulação na linha foi suspensa, e a investigação deverá esclarecer as causas do acidente.
Uma colisão entre dois trens de alta velocidade deixou pelo menos 64 mortos e 80 feridos nesta quarta-feira, 28, em Urda, na província de Toledo, região de Castilla-La Mancha, no centro da Espanha. As composições da Iryo e da Renfe seguiam de Madri para Sevilha; 50 feridos estão em estado grave e 15, em estado crítico.
O acidente ocorreu por volta das 8h54 no horário local (4h54 em Brasília). Segundo Esther Padilla, porta-voz do governo regional, o trem da Iryo levava 146 passageiros, entre eles um bebê, e o da Renfe transportava 397 pessoas.
As primeiras informações indicam que o trem da Renfe atingiu a traseira da composição da Iryo, que estava parada. Pelo menos três vagões da Iryo e quatro da Renfe descarrilaram; alguns vagões caíram em um aterro. A sequência e as causas do acidente ainda serão esclarecidas pela investigação.
Uma falha de sinalização teria levado à parada do trem da Iryo, segundo informações sobre a ocorrência. O sistema de segurança LZB, usado na linha entre Madri e Sevilha, permite a comunicação entre os trens e as equipes responsáveis pela infraestrutura. Ele está sendo substituído pelo ERTMS, sistema mais moderno. A possibilidade de erro humano também foi mencionada entre as hipóteses iniciais, ainda sem confirmação.
A Renfe afirmou que seu trem recebeu autorização para seguir viagem e colidiu com a composição da Iryo, que continuava parada “por motivos que desconhecemos”. A empresa disse que a investigação deverá esclarecer as circunstâncias do impacto e as condições de circulação. A apuração também deverá determinar como as autorizações foram dadas após a interrupção do tráfego.
Equipes de resgate atuaram entre os destroços para retirar vítimas e localizar sobreviventes. A Guarda Civil divulgou imagens aéreas do local, que mostram vagões fora dos trilhos e veículos de emergência. Um dos feridos foi levado de helicóptero ao Hospital 12 de Outubro, em Madri.
A Guarda Civil estabeleceu quatro postos para atender familiares de primeiro grau, em Madri, Sevilha, Córdoba e Toledo. O objetivo é identificar pessoas desaparecidas e recolher amostras de DNA de familiares, para auxiliar na identificação das vítimas.
A circulação de trens de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia foi suspensa, sem previsão de retomada. O primeiro-ministro Pedro Sánchez cancelou os compromissos oficiais do dia e afirmou estar “consternado” com o acidente. Ele disse que mantinha contato com o ministro dos Transportes, Oscar Puente, e com o presidente regional, Emiliano García-Page.
O acidente ocorre nove meses depois de outra tragédia ferroviária na Espanha, em janeiro, quando uma colisão perto de Adamuz, na província de Córdoba, matou 46 pessoas. Na ocasião, o descarrilamento de um trem foi seguido pelo choque com outra composição que trafegava no sentido contrário.