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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Acidente de trem na Espanha deixa 68 mortos e mais de 100 feridos

A colisão ocorreu na província de Toledo, entre trens da Renfe e da Iryo; um brasileiro de 21 anos e a avó sobreviveram ao acidente.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Vagões danificados após a colisão de trens em uma área rural da província de Toledo, na Espanha. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Vagões danificados após a colisão de trens em uma área rural da província de Toledo, na Espanha.
Resumo em 30 segundos

Dois trens de alta velocidade colidiram na província espanhola de Toledo, deixando ao menos 68 mortos e mais de 100 feridos. O brasileiro Nino Moreira, de 21 anos, e a avó estavam em uma das composições e sobreviveram. Passageiros, moradores e voluntários ajudaram no resgate e no atendimento às vítimas.

Um choque entre dois trens de alta velocidade deixou ao menos 68 mortos e mais de 100 feridos na quarta-feira, na província de Toledo, na Espanha. Um brasileiro de 21 anos, que viajava com a avó em uma das composições, relatou ter escapado do acidente e descreveu a ajuda prestada por passageiros e moradores da região.

Nino Moreira e a avó, Regina Senna, estavam no trem AVE, da empresa estatal Renfe, que partiu de Madri em direção a Sevilha. A composição colidiu com um trem da operadora privada Iryo, que estava parado entre as estações de Los Yébenes e Urda. Os dois trens transportavam centenas de passageiros.

Moreira contou que, pouco antes da colisão, o trem em que viajava parou. O maquinista informou que havia congestionamento na via e que os passageiros não precisavam se preocupar. Após cerca de cinco minutos, a composição voltou a andar; pouco depois, ocorreu o impacto.

“Foi bizarro. Do nada, teve um impacto grande e aí só senti o trem descarrilhando”, disse o estudante. Segundo ele, o trem continuou se movendo por alguns instantes, enquanto os passageiros não sabiam o que estava acontecendo. Os vagões seis, sete e oito foram destruídos, e objetos e partes dos assentos se soltaram e se espalharam pelo interior.

A avó de Moreira sofreu ferimentos na mandíbula e no lábio. Ele afirmou que mulheres que estavam no trem ajudaram Regina e outros passageiros, além de oferecer água e apoio emocional. Passageiros também quebraram janelas para sair dos vagões e procurar pessoas entre os destroços. Caminhoneiros que passavam pelo local levaram água e papel para ajudar a conter sangramentos, enquanto equipes policiais chegavam.

Moradores de Urda, povoado próximo ao local, organizaram caronas para levar feridos a um pavilhão instalado em uma escola pública. Moreira e a avó foram transportados entre os primeiros. No local, a Cruz Vermelha prestou primeiros socorros, e voluntários ajudaram as vítimas com água, alimentos e apoio.

Depois do atendimento inicial, um motorista que Moreira conhecia em Madri foi buscá-los e os levou a um hospital na capital. Regina passou cerca de dez horas na unidade, onde recebeu pontos no lábio e fez exames. O estudante relatou que ficou muito tempo sem sinal de celular, mas conseguiu entrar em contato com familiares, com o motorista e com o seguro-viagem após o acidente.

As informações iniciais sobre o número de passageiros divergem: a Renfe informou que havia 393 pessoas em seu trem, enquanto outra contagem citada apontou 397. Para a composição da Iryo, foram divulgados números de 151 e 147 passageiros. O balanço oficial mencionado era de pelo menos 68 mortos; 107 pessoas estavam hospitalizadas na região de Castilla-La Mancha, 18 delas em estado grave.

O ministro espanhol dos Transportes, Oscar Puente, afirmou que o trem da Renfe teria recebido autorização para seguir apesar de um sinal vermelho, devido à falha de um sistema de segurança da linha. A Renfe declarou que a composição estava autorizada a prosseguir e disse que não se sabia por que o trem da Iryo permanecia parado na via. A Iryo informou que ativou os protocolos de emergência.

A Guarda Civil foi encarregada de reunir dados sobre o tráfego ferroviário e os protocolos do centro de controle de Atocha. A juíza responsável pela investigação pediu à Administração Ferroviária Espanhola (Adif) um relatório sobre os profissionais que controlavam a circulação no momento do acidente. O primeiro-ministro Pedro Sánchez prometeu investigar o caso e corrigir eventuais falhas.

Fontes: O Globo, Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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