Zoológico de Adelaide registra ovos de casuar após 34 anos
Martina pôs dois ovos verde-fluorescentes, mas ainda não se sabe se são viáveis; o macho Jeffrey ficará responsável pela incubação.
Resumo em 30 segundos
Martina, uma casuar-do-sul de 10 anos, pôs dois ovos no Zoológico de Adelaide, na Austrália. É a primeira vez em 34 anos que um casuar põe ovos na instituição. Ainda não se sabe se eles são viáveis. Quando a postura terminar, Jeffrey, o macho, deverá incubá-los por cerca de 50 dias.
Martina, uma casuar-do-sul de 10 anos, pôs dois ovos verde-fluorescentes no Zoológico de Adelaide, na Austrália. O primeiro apareceu na semana passada e o segundo na segunda-feira; é a primeira vez em 34 anos que um casuar põe ovos no zoológico. A ave poderá botar um terceiro ovo na quinta-feira, segundo o diretor da instituição, Chad Crittle.
Martina e Jeffrey, o macho que vive com ela, foram apresentados em setembro como parte de um programa de conservação. Crittle comparou a aproximação a um encontro marcado pela internet: mesmo quando os animais parecem compatíveis, o encontro pode não funcionar. Neste caso, Jeffrey começou a cortejar Martina cerca de dois minutos depois de conhecê-la.
Ainda não se sabe se os ovos são viáveis, ou seja, se podem se desenvolver e eclodir. A equipe do zoológico poderia coletar sangue dos ovos para verificar essa condição, mas, por enquanto, prefere não interferir. Depois que Martina terminar de botar, Jeffrey ficará responsável pela incubação e pelos filhotes. O período de incubação é de cerca de 50 dias.
Os ovos têm uma tonalidade comparada a um marcador verde-limão. De acordo com Crittle, a cor ajuda a camuflá-los na floresta tropical. Os visitantes podem observá-los perto da entrada do recinto de Martina; quando Jeffrey começar a chocá-los, os ovos deixarão de ficar à vista.
O casuar-do-sul é uma ave grande e solitária, nativa da Austrália. É a espécie mais pesada do país, e a última pesagem de Martina registrou 75,3 quilos. A ave pode ser perigosa quando alguém invade seu espaço: tem uma garra grande em um dos dedos, usada para chutar. Por isso, a reprodução em cativeiro envolve planejamento e acompanhamento do comportamento dos animais.
A espécie é protegida, e a população selvagem é estimada em cerca de 4.500 indivíduos na Austrália. Seu habitat está ameaçado. A reprodução em zoológicos depende de um plano de conservação e da aprovação de uma associação de zoológicos. Nos últimos dez anos, foram registrados menos de dez filhotes em outros zoológicos australianos, o que torna os ovos de Martina um resultado relevante para os esforços de conservação.