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Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

XP eleva preço-alvo da Caixa Seguridade para R$ 25 até 2027

A corretora manteve recomendação de compra e estima potencial de alta de 20% para a ação CXSE3, apesar de prever impacto da greve nas vendas do terceiro trimestre.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fachada moderna de uma agência bancária e documentos de seguro sobre uma mesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fachada moderna de uma agência bancária e documentos de seguro sobre uma mesa.
Resumo em 30 segundos

A XP elevou de R$ 20 para R$ 25 o preço-alvo da Caixa Seguridade para o fim de 2027 e manteve recomendação de compra. A corretora projeta alta de 20% em relação ao último fechamento. Greve na Caixa e pausa temporária no crédito imobiliário podem reduzir vendas no terceiro trimestre, mas não mudam a perspectiva positiva da análise.

A XP elevou de R$ 20 para R$ 25 o preço-alvo das ações da Caixa Seguridade (CXSE3) para o fim de 2027 e manteve a recomendação de compra. O novo valor representa potencial de valorização de 20% em relação ao último fechamento, segundo a corretora, que vê crescimento das receitas recorrentes com seguros e baixa sinistralidade como fatores de sustentação da companhia.

A avaliação considera que a greve de trabalhadores da Caixa em setembro e uma interrupção temporária na concessão de crédito imobiliário no início de julho podem reduzir vendas de produtos no terceiro trimestre. O impacto deve ser maior em modalidades dependentes de novas contratações, como seguro prestamista, previdência e consórcio, mas não altera, na análise da XP, a perspectiva positiva para a seguradora.

A corretora projeta lucro líquido de R$ 1,161 bilhão no trimestre, avanço de 2% tanto ante o mesmo período do ano anterior quanto frente ao trimestre imediatamente anterior. O retorno sobre o patrimônio médio, indicador que mede a rentabilidade do capital dos acionistas, deve ficar em 38% em ritmo anualizado.

O crédito imobiliário deve continuar como principal motor. A XP estima R$ 1,16 bilhão em prêmios de seguros ligados a hipotecas, alta anual de 14%, apoiada pelo volume de R$ 137 bilhões em crédito imobiliário originado pela Caixa no primeiro semestre, recorde para o período.

Para o seguro prestamista, que protege o pagamento de dívidas em situações previstas na apólice, a projeção é de cerca de R$ 230 milhões em prêmios, queda de 40% em 12 meses. As contribuições de previdência privada devem somar aproximadamente R$ 6,5 bilhões, recuo de 8%, enquanto as vendas de consórcios devem alcançar R$ 5 bilhões, abaixo do resultado do segundo trimestre. A estimativa para o índice de sinistralidade, que compara indenizações pagas e prêmios recebidos, é de cerca de 23%.

A XP também elevou em 2% a 6% as estimativas de lucro líquido para 2026 a 2028, principalmente por esperar maior contribuição dos negócios de hipotecas e previdência e melhora do resultado financeiro em 2027. Em contrapartida, reduziu em 5% a 6% as projeções de prêmios emitidos nesse período, diante do ambiente de crédito e dos efeitos da greve sobre seguro prestamista, vida e consórcio.

A corretora calcula que a ação negocia a 12,1 vezes o lucro estimado para 2027 e projeta rendimento médio de 7,6% naquele ano. Esse rendimento considera a remuneração esperada ao acionista, incluindo dividendos. A XP também vê possibilidade de desempenho acima das projeções caso a taxa básica de juros caia abaixo de 12%: nesse cenário, a penetração do seguro prestamista poderia voltar à faixa de 40% a 50%, ante cerca de 25% atualmente.

Para entender

Seguro prestamista
Modalidade de seguro associada a um empréstimo ou financiamento. Conforme as condições previstas na apólice, pode cobrir o pagamento da dívida em situações como morte, invalidez ou perda de renda do segurado.
Sinistralidade
Indicador que compara o valor das indenizações pagas por uma seguradora com os prêmios recebidos. Em geral, uma proporção menor significa que uma parcela menor da receita foi destinada ao pagamento de sinistros.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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