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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Vídeo tira reportagem de 2022 de contexto para associá-la a Flávio

As imagens mostram suspeita de assédio eleitoral ligada à campanha de Jair Bolsonaro, não uma ação em favor do filho na disputa de 2026.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Celular com vídeo desfocado ao lado de imagens de uma reunião comunitária em uma cidade brasileira. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Celular com vídeo desfocado ao lado de imagens de uma reunião comunitária em uma cidade brasileira.
Resumo em 30 segundos

Uma publicação no TikTok usa trecho de uma reportagem de 2022 para sugerir compra de votos em favor de Flávio Bolsonaro. As imagens, porém, mostram relatos sobre uma possível pressão eleitoral em Coronel Sapucaia, durante a campanha de Jair Bolsonaro à reeleição. A postagem omite a data e o contexto original.

Um vídeo publicado no TikTok em 17 de outubro usa imagens de uma reportagem de 2022 para sugerir que houve compra de votos em favor de Flávio Bolsonaro na atual eleição presidencial. O trecho, porém, mostra uma apuração sobre uma suspeita de assédio eleitoral em Coronel Sapucaia, no Mato Grosso do Sul, durante a campanha de Jair Bolsonaro à reeleição.

A reportagem original foi exibida pelo programa Profissão Repórter, da TV Globo, e feita pelos jornalistas Caco Barcellos e Chico Bahia. O conteúdo acompanhava relatos de moradores sobre uma reunião no centro cultural da cidade e uma possível pressão para que beneficiários do Auxílio Brasil votassem em Jair Bolsonaro, então presidente e candidato à reeleição.

Uma moradora entrevistada afirmou que a conversa começou com informações sobre o Auxílio Brasil, mas teria incluído uma orientação para votar no número 22. Segundo ela, participantes também teriam dito que, se Bolsonaro não fosse eleito, recursos públicos poderiam deixar de chegar ao município. O relato se referia à eleição de 2022, não à candidatura de Flávio Bolsonaro em 2026.

Na época, a assessora da secretária responsável pelo espaço e a própria secretária disseram que a reunião tratava do Auxílio Brasil e do Mais Social, programa de assistência do governo de Mato Grosso do Sul. A equipe também encontrou o então prefeito de Coronel Sapucaia, Rudi Paetzold, durante uma gincana escolar e perguntou sobre o encontro. Assessoras do prefeito evitaram responder e encerraram o evento.

A postagem investigada traz a legenda “Muito grave isso – Compra de votos para Flávio Bolsonaro”. Ao retirar as imagens do contexto de 2022 e não informar a data da reportagem, o vídeo apresenta a situação como se estivesse relacionada à atual campanha. A associação não é sustentada pelo conteúdo original: Jair Bolsonaro disputava a reeleição naquele ano, enquanto Flávio Bolsonaro é o candidato mencionado na publicação de 2026.

O Auxílio Brasil era um programa federal de transferência de renda, enquanto o Mais Social é uma iniciativa estadual de assistência em Mato Grosso do Sul. A distinção ajuda a situar os assuntos citados na reunião: os relatos falavam de benefícios sociais e de uma possível pressão eleitoral, não de uma atividade de campanha de Flávio Bolsonaro.

O vídeo havia alcançado 449 mil visualizações até 23 de outubro. O perfil que o publicou tinha 21,6 mil seguidores e também compartilhava conteúdos sobre futebol, música e orações produzidas com auxílio de inteligência artificial. O responsável pela conta não respondeu às tentativas de contato, e a assessoria de Flávio Bolsonaro não havia se manifestado até a conclusão da checagem.

A circulação de um trecho verdadeiro com data ou contexto omitidos pode alterar a interpretação do que aparece nele. Neste caso, as imagens e o relato de uma moradora pertencem a uma reportagem de quatro anos antes da eleição atual, e a denúncia original tratava de uma suspeita ligada à campanha de Jair Bolsonaro em 2022.

Fontes: Zero Hora, Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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