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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Usiminas registra lucro de R$ 243 milhões no terceiro trimestre

A USIM5 espera uma redução moderada dos resultados operacionais da siderurgia no quarto trimestre, com custos pressionados e mudança no mix de vendas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Produção de aço em uma usina siderúrgica, com metal incandescente e máquinas industriais. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Produção de aço em uma usina siderúrgica, com metal incandescente e máquinas industriais.
Resumo em 30 segundos

A Usiminas teve lucro líquido de R$ 243 milhões entre julho e setembro de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 3,5 bilhões de um ano antes. O Ebitda ajustado cresceu 29%, enquanto a receita líquida caiu 6%. Para o quarto trimestre, a empresa prevê pressão nos custos e redução moderada dos resultados operacionais da siderurgia.

A Usiminas (USIM5) registrou lucro líquido de R$ 243 milhões no terceiro trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 3,5 bilhões contabilizado no mesmo período de 2025. A siderúrgica, porém, prevê redução moderada dos resultados operacionais da área de siderurgia no quarto trimestre, diante da pressão sobre custos e de mudanças na composição das vendas.

Entre julho e setembro, o Ebitda ajustado — indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — foi de R$ 558 milhões, avanço de 29% em relação a um ano antes. A receita líquida somou R$ 6,202 bilhões, queda de 6% na comparação anual.

A empresa descreveu o ambiente de negócios como desafiador, citando desequilíbrios na oferta mundial de aço, volatilidade nos mercados internacionais e incertezas sobre o crescimento das principais economias. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 21,770 milhões, ante saldo negativo de R$ 72,297 milhões no terceiro trimestre de 2025.

Para o último trimestre do ano, a Usiminas espera vender mais aço no mercado externo do que no terceiro trimestre. Esse aumento deve compensar a redução sazonal das vendas no mercado interno, mas a mudança no mix — a proporção de produtos vendidos em cada mercado — tende a reduzir a receita líquida por tonelada, segundo a companhia.

A empresa também prevê que os custos de vendas continuem pressionados, sobretudo os de matérias-primas, insumos e energia. Para o minério de ferro, a expectativa é de queda nas vendas, em razão do cenário de preços internacionais e dos fretes marítimos.

No encerramento de setembro, a Usiminas tinha caixa líquido de R$ 471 milhões, 6% abaixo do registrado no trimestre anterior. O fluxo de caixa operacional líquido foi positivo em R$ 250 milhões; a geração de Ebitda foi parcialmente compensada pelo aumento do capital de giro, recursos necessários para manter as operações do dia a dia.

Os investimentos somaram R$ 285 milhões, alta de 7% na comparação anual e recuo de 11,7% ante o trimestre anterior. Entre os projetos do período, a companhia iniciou a reconstrução parcial da Bateria 4 da Coqueria 2, na unidade de Ipatinga. A administração afirmou que trabalha para otimizar custos e despesas e retomar níveis maiores de produção com mais eficiência quando houver normalização dos preços e dos custos de frete.

Fontes: Estadão

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