Usiminas cai 9% após balanço e lidera perdas do Ibovespa
A empresa registrou lucro de R$ 243 milhões no terceiro trimestre, mas teve queda de 6% na receita e apontou um cenário mais difícil para o fim do ano.
Resumo em 30 segundos
As ações da Usiminas recuavam 9,14% nesta sexta-feira, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre e da perspectiva de um fim de ano mais difícil. A companhia teve lucro líquido de R$ 243 milhões e Ebitda ajustado de R$ 558 milhões, mas sua receita caiu 6% na comparação anual.
As ações da Usiminas recuavam 9,14% nesta sexta-feira (30), liderando as perdas do Ibovespa, depois de a siderúrgica divulgar resultados do terceiro trimestre e indicar um cenário mais difícil para os últimos meses do ano. No mesmo pregão, o principal índice da B3 caía 0,85%, aos 167.749,80 pontos, no último dia de negociação de outubro.
A empresa teve lucro líquido de R$ 243 milhões entre julho e setembro, revertendo o prejuízo de R$ 3,5 bilhões registrado no mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado — indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — chegou a R$ 558 milhões, alta de 29% na comparação anual.
Apesar da melhora no lucro e no Ebitda, a receita líquida da Usiminas caiu 6% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, para R$ 6,202 bilhões. A sinalização de dificuldades para o fim do ano acompanhou a divulgação do balanço e pesou sobre os papéis da companhia, identificados na B3 pelo código USIM5.
A queda das ações da Usiminas contrastava com a alta de 3,05% da Vale, que avançava após a divulgação de seu balanço na quinta-feira (29). Entre as empresas de maior peso no Ibovespa, a Petrobras também subia: as ações ordinárias avançavam 1,13% e as preferenciais, 0,67%, em meio à valorização de 2,37% dos contratos futuros do petróleo Brent, negociados a US$ 113,43 por barril.
O movimento das ações ocorria em uma sessão marcada por fatores domésticos e externos. No cenário brasileiro, investidores acompanhavam os efeitos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os ativos e a piora das expectativas para as contas públicas. A temporada de balanços também influenciava as negociações.
Dados econômicos divulgados nesta sexta-feira mostraram que a taxa de desemprego ficou em 5,2% no terceiro trimestre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado foi inferior aos 5,4% do trimestre anterior e aos 5,6% registrados no terceiro trimestre de 2025. A Fundação Getulio Vargas informou que seu Indicador de Incerteza da Economia recuou 1,8 ponto em outubro, para 109 pontos.
No exterior, o Banco do Japão manteve a taxa básica de juros em 1,25% ao ano. Em Nova York, os principais índices operavam em baixa, com perdas de 1,30% no Dow Jones, 3,19% no Nasdaq e 2,13% no S&P 500. No mercado brasileiro de câmbio, o dólar subia 1,54%, cotado a R$ 5,4629.