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Domingo, 25 de outubro de 2026

TSE suspende apuração da eleição 2026 até o fim da votação

A votação foi estendida até as 19h apenas nas seções ainda abertas, após denúncias de falhas no transporte de eleitores em várias cidades.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urna eletrônica em uma seção eleitoral, com materiais de votação ao lado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urna eletrônica em uma seção eleitoral, com materiais de votação ao lado.
Resumo em 30 segundos

O TSE interrompeu a totalização dos votos após o ministro Cristiano Zanin estender a votação até as 19h deste domingo. A prorrogação vale apenas para seções que ainda estavam abertas; urnas já encerradas não serão reabertas. O tribunal informou que retomará o recebimento dos boletins e a divulgação dos resultados após o fim da votação.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a divulgação dos resultados do segundo turno presidencial neste domingo (25) e informou que retomará a totalização dos votos após as 19h, quando termina a votação prorrogada por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. A apuração havia começado, mas foi interrompida quando 0,25% das urnas estavam contabilizadas.

A ordem de Zanin ampliou em duas horas o prazo para votar em todo o país, após denúncias de dificuldades de deslocamento de eleitores por problemas no transporte público. O ministro determinou, em despacho posterior, que a extensão vale apenas para seções em que a votação ainda não havia sido encerrada. Urnas fechadas não devem ser reabertas, porque o sistema não permite reiniciar seu funcionamento após o encerramento.

O TSE comunicou que voltará a receber os Boletins de Urna (BUs), somar os votos e divulgar os resultados depois das 19h. Os BUs são documentos emitidos pelas urnas eletrônicas ao fim da votação, com o registro dos votos daquela seção; os dados alimentam a totalização nacional. Até a retomada, ministros da Corte aguardavam o fim da votação no gabinete da Presidência.

O horário regular de encerramento era 17h. Zanin justificou a prorrogação pela gravidade e urgência das ocorrências relatadas, que chegaram ao STF às 16h32. O despacho determinou que a votação continuasse até as 19h, no horário de Brasília, nas seções ainda abertas.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, havia pedido inicialmente mais tempo para votar em Salvador e municípios próximos. Depois, apresentou solicitações relativas a localidades de outros estados e, por fim, levou ao STF o pedido de extensão nacional. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também pediu ao TSE a ampliação do horário em áreas de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, alegando dificuldades causadas por chuva e alagamentos.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ainda não havia decidido sobre o pedido apresentado à Corte quando Zanin determinou a prorrogação. Após o despacho do STF, Nunes Marques orientou os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) a manter em funcionamento até as 19h as seções que ainda estivessem abertas. A medida buscou esclarecer como cumprir a ordem diante de dúvidas dos TREs e de seções que já haviam encerrado a votação.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) havia se manifestado contra a mudança no horário. Em manifestação no processo, afirmou que o horário previsto em lei deveria ser mantido, sem impedir a apuração das denúncias e eventual responsabilização, caso os fatos fossem comprovados e tivessem gravidade suficiente para afetar a legitimidade da eleição.

As denúncias sobre transporte se concentraram em cidades baianas, entre elas Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Na capital, cerca de 75 ônibus foram impedidos de sair de garagens após a identificação de adesivos com o número de urna de Lula. O presidente do TRE da Bahia, Maurício Kertzman Szporer, determinou a prisão do secretário municipal de mobilidade, Pablo Souza, e ordenou o restabelecimento imediato do serviço.

A decisão do TRE estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento e determinou fiscalização pela Polícia Civil, inclusive com drones. O caso foi encaminhado à Polícia Federal na Bahia para investigação de possíveis crimes eleitorais relacionados ao transporte de eleitores. O tribunal também deverá registrar ocorrências de dificuldade de deslocamento e encaminhar as informações à Justiça Eleitoral.

Em nota, a Secretaria de Mobilidade de Salvador determinou a liberação dos ônibus das garagens com a frota máxima, mesmo daqueles com adesivos considerados propaganda irregular. A pasta informou que a operação estava sendo normalizada por meio de conversas com representantes sindicais. Eleitores também relataram redução do transporte coletivo em Feira de Santana e Lauro de Freitas.

Lula pediu que eleitores não desistissem de votar e afirmou que sua campanha buscava garantir a prorrogação para quem tivesse sido impedido de chegar às seções. Também defendeu a manutenção do transporte coletivo, com gratuidade e frota integral, por pelo menos duas horas após o encerramento da votação. A decisão de Zanin não reabriu seções já fechadas; por isso, a extensão foi aplicada apenas onde o processo ainda estava em andamento.

Fontes: O Globo, Gazeta do Povo

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