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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Trump descarta demitir Pete Hegseth após derrota republicana

O presidente diz que o secretário faz “um trabalho muito bom” e não confirma rumores de que Hegseth possa ocupar uma vaga no Senado pelo Tennessee.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Donald Trump e Pete Hegseth em um encontro formal na Casa Branca. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Donald Trump e Pete Hegseth em um encontro formal na Casa Branca.
Resumo em 30 segundos

Donald Trump afirmou que não pretende demitir o secretário de Guerra, Pete Hegseth, e elogiou seu trabalho. O presidente também não confirmou rumores de que Hegseth poderia ocupar uma vaga no Senado pelo Tennessee. As especulações surgiram após os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso nas eleições de meio de mandato.

Donald Trump defendeu nesta quarta-feira (4) o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e disse não ter planos de demiti-lo. A declaração foi feita na Casa Branca, em meio a especulações sobre o futuro do secretário após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira.

Questionado sobre relatos de que havia conversado com assessores a respeito da permanência de Hegseth, Trump afirmou: “Não, acredito que [Hegseth] está fazendo um trabalho muito bom”. O presidente também foi perguntado se o secretário poderia deixar o governo para ocupar a vaga da senadora republicana Marsha Blackburn, eleita governadora do Tennessee. Trump não confirmou a possibilidade e disse que não tinha ouvido falar da indicação.

Blackburn poderá escolher quem ocupará seu assento no Senado a partir de janeiro, pelos dois anos restantes do mandato. A escolha, portanto, cabe à governadora eleita. Trump afirmou que Hegseth “seria muito popular” nesse posto, mas não indicou que o nome do secretário tenha sido formalmente considerado.

Os rumores sobre uma possível saída de Hegseth surgiram após os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso, segundo as projeções citadas nas matérias. A mudança de maioria pode ampliar a pressão política sobre o governo e aumentar as chances de um processo de cassação contra o secretário, embora não haja indicação de que um processo tenha sido iniciado.

A derrota republicana ocorreu em meio à insatisfação com os efeitos da guerra no Irã e com a alta dos combustíveis. Na mesma conversa com jornalistas, Trump disse acreditar que o conflito contribuiu “em grande parte” para o resultado eleitoral porque elevou o preço da gasolina no curto prazo. Ele, porém, afirmou que não se arrepende da decisão de atacar o Irã e justificou a ação com a necessidade de impedir que o país obtenha uma arma nuclear.

Trump atribuiu a reação dos eleitores principalmente ao custo do combustível, e não à guerra em si. A alta nos preços também foi apontada como um fator de pressão econômica sobre os republicanos durante a campanha. A AAA, associação automobilística dos Estados Unidos, informou que a média nacional da gasolina chegou a US$ 4,15 por galão no dia da eleição, valor recorde.

Com a perda da maioria no Congresso, Trump terá de lidar com uma oposição democrata fortalecida durante os dois últimos anos de seu governo. O novo Congresso toma posse em 3 de janeiro de 2027. A derrota também reacendeu o debate sobre a condução da guerra, mas Trump afirmou que considera necessária a continuidade da ação contra o Irã.

Para entender

Eleições de meio de mandato
Conhecidas nos Estados Unidos como midterms, são eleições legislativas realizadas no meio do mandato presidencial. Os eleitores escolhem representantes para o Congresso, e o resultado pode alterar o controle da Câmara e do Senado.

Fontes: Gazeta do Povo, Zero Hora

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