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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Trens de alta velocidade colidem na Espanha e deixam ao menos 39 mortos

O acidente ocorreu na província de Toledo e interrompeu a circulação entre Madri e a Andaluzia; as autoridades ainda não confirmaram a causa.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Vagões de trem danificados ao lado de um aterro, com equipes de emergência ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Vagões de trem danificados ao lado de um aterro, com equipes de emergência ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Dois trens de alta velocidade, operados pela Renfe e pela Iryo, colidiram perto de Los Yébenes e Urda, na província espanhola de Toledo. Ao menos 39 pessoas morreram, e há feridos. A circulação ferroviária entre Madri e a Andaluzia foi suspensa, sem previsão de retomada. As circunstâncias do acidente ainda são investigadas.

A colisão entre dois trens de passageiros de alta velocidade deixou ao menos 39 mortos nesta quarta-feira (28), perto dos municípios de Los Yébenes e Urda, na província espanhola de Toledo. O acidente ocorreu na linha que liga Madri a Sevilha e envolveu uma composição da operadora estatal Renfe e outra da empresa privada Iryo, segundo o governo regional de Castilla-La Mancha.

Dois vagões caíram por um aterro após o choque, e há feridos. O número de vítimas pode aumentar, afirmou um porta-voz do governo regional. As autoridades ainda não esclareceram as circunstâncias da colisão.

O governo de Castilla-La Mancha ativou às 9h15, no horário local, o Plano Territorial de Emergência da região, conhecido como PLATECAM, para coordenar a resposta na província de Toledo. Bombeiros, agentes de Proteção Civil, três helicópteros sanitários e duas unidades móveis de atendimento intensivo foram enviados ao local.

O prefeito de Urda, Manuel Galán, confirmou a existência de feridos e disse que a Defesa Civil pediu a preparação de um pavilhão municipal, que poderia ser usado para atender ou acolher passageiros. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e o ministro dos Transportes, Óscar Puente, passaram a acompanhar a ocorrência, assim como o presidente do governo regional, Emiliano García-Page.

A circulação ferroviária de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia foi interrompida após o acidente. A administradora da infraestrutura, Adif, anunciou a suspensão na linha, e a Renfe informou que o tráfego entre Madri, Ciudad Real e a região da Andaluzia também foi interrompido. Até a última atualização, não havia previsão para a retomada dos serviços.

O Sindicato Ferroviário afirmou que a dinâmica do acidente ainda precisava ser esclarecida. Rafael Escudero, porta-voz da entidade, disse que as informações preliminares indicavam que os trens poderiam estar na mesma linha. Relatos da imprensa espanhola mencionaram a hipótese de falha humana, mas as autoridades não confirmaram a causa.

A investigação deverá esclarecer como as duas composições se chocaram e por que os vagões saíram dos trilhos e caíram pelo aterro. A suspensão afeta uma ligação de alta velocidade que conecta a capital espanhola à Andaluzia; o impacto para os passageiros depende da duração da interrupção.

Fontes: O Globo

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