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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Tesouro Nacional não prevê novas recompras de títulos por enquanto

Após recomprar R$ 31,6 bilhões em papéis na segunda e na terça, órgão diz que seguirá monitorando as negociações e pode voltar a atuar.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Profissionais acompanham negociações de títulos públicos em uma sala de operações. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Profissionais acompanham negociações de títulos públicos em uma sala de operações.
Resumo em 30 segundos

O Tesouro Nacional afirma que, por enquanto, não vê necessidade de novas intervenções no mercado de títulos públicos. O órgão recomprou cerca de R$ 31,6 bilhões em papéis na segunda e na terça, após a reação dos mercados ao resultado das eleições. As operações ajudaram a retomar as negociações, segundo o coordenador-geral da Dívida Pública.

O Tesouro Nacional não vê, por enquanto, necessidade de novas intervenções no mercado de títulos públicos, após recomprar cerca de R$ 31,6 bilhões em papéis na segunda-feira (26) e na terça-feira (27). O órgão continuará monitorando as negociações e poderá voltar a atuar se identificar problemas no funcionamento do mercado, afirmou nesta quinta-feira (29) Helano Borges Dias, coordenador-geral de Operações da Dívida Pública.

As recompras ocorreram depois da forte reação dos mercados ao resultado das eleições. Naqueles dois dias, o Tesouro cancelou os leilões tradicionais de venda de títulos e promoveu operações extraordinárias para comprar papéis de investidores, mecanismo conhecido como recompra.

Segundo Dias, as medidas contribuíram para que as negociações fossem retomadas e os agentes voltassem a comprar e vender títulos. Ele afirmou que a melhora já era percebida na terça-feira e que, por isso, o Tesouro não precisou realizar novas operações naquele dia.

“A gente segue em monitoramento constante. A cada turno a gente toma as nossas decisões, avalia mercado, conversa com participantes, avalia indicadores e toma a decisão. Por ora, não vimos necessidade adicional, mas estamos prontos para atuar a qualquer momento”, disse em coletiva sobre o Relatório Mensal da Dívida.

As intervenções não têm como objetivo definir um nível para as taxas de juros nem impedir que os preços dos títulos se ajustem às novas expectativas dos investidores. De acordo com o coordenador, a intenção é dar condições para que o mercado retome o equilíbrio depois de mudanças nas expectativas e de ajustes nas carteiras.

“É deixar que o mercado encontre o próprio equilíbrio após uma revisão forte de expectativas e após os ajustes de carteira. Em nenhum momento é estabelecer nível de preço”, afirmou Dias. Ele acrescentou que a formação de preços precisa continuar ocorrendo para que o Tesouro possa voltar a emitir títulos normalmente.

Títulos públicos são papéis de dívida emitidos pelo governo federal para captar recursos. No Tesouro Direto, investidores podem comprar esses títulos, que têm características e formas de remuneração diferentes; o Tesouro Selic, por exemplo, acompanha a taxa básica de juros. Quando o Tesouro recompra papéis no mercado, a operação pode ajudar a aumentar a liquidez — a possibilidade de negociar os títulos — sem fixar o preço que eles devem alcançar.

Fontes: Valor Econômico

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