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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Tesouro dos EUA propõe regras da lei COINS para investimentos no exterior

A proposta combina operações proibidas e outras sujeitas a notificação, e ficará aberta a comentários públicos antes da publicação das regras definitivas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Documentos sobre investimentos em tecnologia ao lado de um chip e de um mapa-múndi. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Documentos sobre investimentos em tecnologia ao lado de um chip e de um mapa-múndi.
Resumo em 30 segundos

O Tesouro dos Estados Unidos propôs regras para controlar investimentos americanos no exterior em tecnologias estratégicas. Algumas operações poderão ser proibidas; outras terão de ser comunicadas ao governo. As restrições abrangem setores como inteligência artificial, semicondutores e biotecnologia. O governo abriu consulta pública antes de publicar a versão definitiva.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos publicou na quinta-feira, 22, uma proposta de regras para limitar investimentos americanos no exterior em tecnologias consideradas estratégicas. O plano prevê proibir algumas operações e exigir que outras sejam comunicadas ao governo, com foco em transações que possam fortalecer capacidades militares, de inteligência ou de vigilância de países considerados adversários.

A iniciativa implementa a Lei Abrangente de Segurança de Investimentos no Exterior, conhecida pela sigla COINS. A legislação foi aprovada como parte da Lei de Autorização de Defesa Nacional para o ano fiscal de 2026 e amplia o Programa de Segurança de Investimentos no Exterior, já existente. A proposta estabelece critérios técnicos para definir quais operações ficam sujeitas às restrições.

As regras abrangem semicondutores e microeletrônica, inteligência artificial, tecnologias de informação quântica, computação de alto desempenho e supercomputação, além de sistemas hipersônicos. O Tesouro acrescentou a biotecnologia, setor que, segundo a autorização legal, também pode ampliar capacidades militares, de inteligência, vigilância ou cibernéticas dos países abrangidos.

As obrigações dependerão da tecnologia e do tipo de transação. Pessoas e empresas americanas, inclusive entidades estrangeiras sob seu controle, poderão ter de informar determinadas operações ao Tesouro quando envolverem pessoas estrangeiras abrangidas pelas regras. Outras transações poderão ser proibidas.

A proposta também especifica quais dados os investidores deverão fornecer, os procedimentos de diligência que terão de adotar, as exceções aplicáveis e as possíveis penalidades por descumprimento. O programa busca evitar que capital dos Estados Unidos contribua para o desenvolvimento de capacidades consideradas sensíveis à segurança nacional e à política externa do país.

O governo abriu uma consulta pública para receber comentários de empresas, investidores e outros interessados. As contribuições podem abordar o alcance das restrições, as definições técnicas, os deveres de comunicação e os procedimentos de fiscalização. Após avaliar as manifestações, o Tesouro deverá publicar a versão definitiva das regras.

A COINS trata de investimentos realizados por americanos em setores tecnológicos no exterior; não é uma regra geral que proíba todo investimento estrangeiro. O modelo combina operações vedadas com outras sujeitas a notificação, permitindo ao governo acompanhar negócios que possam representar riscos sem bloquear automaticamente todas as transações nos setores listados.

Para entender

Lei COINS
A Lei Abrangente de Segurança de Investimentos no Exterior estabelece a base legal para restringir ou acompanhar certos investimentos americanos em tecnologias no exterior. Foi aprovada como parte da Lei de Autorização de Defesa Nacional para o ano fiscal de 2026.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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