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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Tarcísio deve reduzir espaço do PSD nas secretarias de São Paulo

O novo mandato deve manter dois nomes próximos de Kassab, mas Saúde e Governo não devem ficar sob o comando do partido.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Tarcísio de Freitas em um escritório institucional, diante de documentos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Tarcísio de Freitas em um escritório institucional, diante de documentos.
Resumo em 30 segundos

Tarcísio de Freitas deve dividir as secretarias do próximo mandato de forma mais equilibrada entre os partidos aliados. Marcelo Branco e Guilherme Afif Domingos são cotados para permanecer, enquanto o PSD deve perder espaço em pastas importantes. MDB, PL, Republicanos, Podemos e a Federação União Progressista também disputam cargos.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve reduzir a participação do PSD na equipe de secretários do próximo mandato e dividir cargos de forma mais equilibrada entre os partidos aliados. A montagem do novo governo ocorre após a reeleição de Tarcísio para mais quatro anos no estado; a tendência é manter dois nomes próximos ao presidente do PSD, Gilberto Kassab, mas sem entregar à sigla o comando de pastas importantes como Saúde e Governo.

Marcelo Branco, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, e Guilherme Afif Domingos, à frente da Secretaria Extraordinária de Projetos Estratégicos, são cotados para permanecer. Afif é considerado uma escolha pessoal do governador e tem como atribuição ajudar a conduzir as obras do novo centro administrativo.

A Secretaria de Governo e Relações Institucionais, que já foi comandada por Kassab, deve continuar com Roberto Carneiro, presidente estadual do Republicanos. Na Saúde, o ex-deputado federal Eleuses Paiva deixou o cargo, e Tarcísio avalia nomes ligados ao MDB: Luiz Carlos Zamarco, atual secretário municipal da área em São Paulo, e o adjunto Maurício Serpa.

O PL tenta ampliar sua presença para além da Secretaria da Mulher. Uma possibilidade em discussão é manter o delegado Osvaldo Nico na Segurança Pública, em vez de indicar um nome ligado ao bolsonarismo. A Polícia Civil é descrita como reduto do PP no estado.

A nova composição também envolve Republicanos, MDB, Podemos e a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. A distribuição de secretarias é uma das formas de acomodar partidos que apoiam o governo e pode influenciar a articulação política com a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), responsável por votar projetos estaduais.

O PSD, que foi um dos principais aliados de Tarcísio na eleição anterior, tem nove deputados entre os 94 integrantes da Alesp e o maior número de prefeitos do estado. Kassab articulou o apoio à candidatura de Tarcísio e a indicação de Felício Ramuth para vice, mas se afastou do governador durante o mandato, em meio a desentendimentos sobre o papel de Ramuth, hoje no MDB.

Kassab pediu demissão do governo para concorrer à vice-presidência da República na chapa do ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD. Ele também admite a possibilidade de integrar um eventual quarto governo de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Apesar da redução esperada de espaço na administração paulista, a presença do partido na Alesp e nas prefeituras mantém relevância para a política estadual.

Para entender

Alesp
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo é o parlamento estadual. Seus deputados discutem e votam projetos de lei e outras medidas que afetam o estado, além de fiscalizar a atuação do governo paulista.

Fontes: O Globo

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