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Domingo, 1 de novembro de 2026

Kassab defende equipe econômica forte para governo Lula em 2027

Presidente do PSD pede ministros com autonomia na Fazenda e no Planejamento, cortes de gastos e subsídios e rejeita aumento de impostos.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Gilberto Kassab fala durante entrevista em um estúdio de televisão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Gilberto Kassab fala durante entrevista em um estúdio de televisão.
Resumo em 30 segundos

Gilberto Kassab afirma que Lula deve escolher nomes com autoridade para comandar a Fazenda e o Planejamento no mandato que começa em 2027. O presidente do PSD defende cortes de gastos, subsídios e privilégios, sem aumento de impostos. Um eventual apoio formal do partido dependerá de diálogo com o centro e de diretrizes econômicas claras.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva precisará montar uma equipe econômica com nomes fortes na Fazenda e no Planejamento para o quarto mandato, que começa em 2027. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, Kassab defendeu uma dupla semelhante à formada pelo ministro Antonio Palocci e pelo presidente do Banco Central Henrique Meirelles no primeiro governo Lula, além de cortes de gastos e medidas para dar previsibilidade à economia.

Na avaliação de Kassab, Lula deveria delegar a condução da política econômica a dois ministros com respaldo para agir: um no Planejamento, responsável por analisar despesas e viabilizar cortes, e outro na Fazenda, encarregado de transmitir segurança aos agentes econômicos. O presidente do PSD disse que esse arranjo ajudaria a buscar equilíbrio fiscal e a reduzir a preocupação de investidores com as contas públicas.

“É fundamental que o Lula empodere duas pessoas: no Planejamento, que saiba entender os gastos para fazer os cortes, e na Fazenda, que saiba tranquilizar o mercado”, afirmou. Para ele, o cenário atual é mais difícil do que o enfrentado em 2003, no início do primeiro mandato do petista, e exige que o presidente priorize a escolha dos titulares das duas pastas.

Kassab também defendeu que o ajuste fiscal seja feito sem elevar impostos. Segundo ele, o governo deveria reduzir despesas, subsídios e privilégios. O ajuste fiscal é um conjunto de medidas para aproximar receitas e gastos públicos; entre as alternativas estão reduzir despesas ou aumentar a arrecadação, mas Kassab afirmou ser contrário à elevação da carga tributária.

O dirigente do PSD condicionou um eventual apoio formal do partido à abertura de diálogo com o centro político e à apresentação de diretrizes econômicas claras. Disse que Lula teria mais chances de sucesso se conduzisse um governo voltado também a esse campo e apoiasse reformas estruturais, citando mudanças eleitoral e no Judiciário.

“Se ele fizer um governo para o centro, deixando claro quais serão as suas linhas mestras na condução da política econômica, apoiando algumas reformas estruturais do país, em especial a reforma eleitoral e algumas reformas do Judiciário, por que não apoiá-lo?”, questionou Kassab. Ele disse ter enviado uma mensagem ao presidente para cumprimentá-lo pela vitória e afirmou que o PSD apresentará sua posição quando for chamado para conversar.

Entre os nomes apontados como possíveis futuros ministros da Fazenda estão Rafael Fonteles, governador do Piauí, e Geraldo Alckmin, vice-presidente da República. O atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem mandato até dezembro de 2028. Kassab não indicou preferência por um nome específico e concentrou sua defesa na composição de uma equipe com autonomia e autoridade para conduzir a política econômica.

O PSD terá 43 deputados na próxima legislatura, cinco a menos que os 48 eleitos anteriormente. A bancada do PL, partido de Flávio Bolsonaro, será formada por 121 deputados e 28 senadores. Nesse cenário, a articulação com partidos do centro e do Centrão pode ser relevante para que o governo forme maioria e avance propostas no Congresso. O PSD, portanto, não confirmou apoio à futura gestão: Kassab vinculou essa possibilidade à orientação política e econômica do governo.

A entrevista de Kassab será exibida neste domingo, às 20h, na BandNews TV, na BandNews FM e na Rádio Bandeirantes, e às 23h na Band.

Fontes: Estadão, Folha de S.Paulo

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