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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

PSD reduz bancada no Senado de 14 para 5 e fica com 43 na Câmara

A derrota também atingiu as apostas presidenciais de Gilberto Kassab e a disputa pelo governo do Rio, vencida por Douglas Ruas no primeiro turno.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário de uma casa legislativa brasileira visto de cima, com fileiras de cadeiras e mesas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário de uma casa legislativa brasileira visto de cima, com fileiras de cadeiras e mesas.
Resumo em 30 segundos

O PSD terá cinco senadores e 43 deputados federais a partir da próxima legislatura, após perder cadeiras nas duas Casas. A sigla também não elegeu Ronaldo Caiado à Presidência nem Eduardo Paes ao governo do Rio. Em contrapartida, venceu governos estaduais no primeiro turno em quatro estados e disputa o segundo turno no Amazonas.

O Partido Social Democrático (PSD), presidido por Gilberto Kassab, reduziu sua bancada no Senado de 14 para cinco integrantes e perdeu cinco cadeiras na Câmara dos Deputados, onde terá 43 eleitos a partir de fevereiro. Os resultados das eleições de 2026 também frustraram a tentativa de Kassab de lançar uma candidatura presidencial competitiva e a disputa do partido pelo governo do Rio de Janeiro.

A queda no Senado foi a maior perda do PSD no Congresso. A sigla, que antes da eleição estava entre as principais forças da Casa, terá nove representantes a menos na próxima legislatura. Na Câmara, a bancada passará de 48 para 43 deputados federais. Os números indicam redução da presença do partido nas duas Casas, embora o PSD siga com mais de 40 deputados.

Kassab apostou inicialmente no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para a Presidência. Depois que Tarcísio desistiu da disputa nacional, declarou apoio a Flávio Bolsonaro, do PL, e decidiu concorrer à reeleição em São Paulo, o presidente do PSD tentou articular outros nomes. O governador do Paraná, Ratinho Junior, não aceitou a candidatura, enquanto Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, acabou preterido.

A chapa presidencial do PSD foi formada pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como candidato a presidente e por Kassab como vice. Caiado recebeu 2.605.148 votos, equivalentes a 2,18% do total, no primeiro turno. Após o resultado, Kassab afirmou: “Eu fiquei quase quatro anos tentando lançar o Tarcísio como candidato. O meu candidato era o Tarcísio, todo mundo sabe”.

No Rio de Janeiro, o ex-prefeito da capital Eduardo Paes terminou em segundo lugar, com 44,16% dos votos, atrás do deputado estadual Douglas Ruas, do PL, que venceu no primeiro turno com 50,88%. Paes liderava as pesquisas de intenção de voto divulgadas durante o ano, mas a vantagem se estreitou perto da votação.

A disputa foi definida em primeiro turno depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) invalidar definitivamente 274.411 votos dados a Anthony Garotinho, do Republicanos, cuja candidatura havia sido indeferida. Com a exclusão desses votos do cálculo dos votos válidos, a Justiça Eleitoral refez os percentuais, e Ruas superou a maioria absoluta necessária para vencer sem segundo turno.

O PSD também perdeu governos estaduais que ocupava em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e no Paraná. Por outro lado, elegeu governadores no primeiro turno no Amapá, no Maranhão, em Pernambuco e em Sergipe. No Amazonas, o senador Omar Aziz disputa o segundo turno contra Professora Maria do Carmo, do PL.

A redução da representação federal contrasta com o desempenho do PSD nas eleições municipais de 2024. Naquele pleito, o partido conquistou 819 prefeituras, o maior número entre as siglas, incluindo as capitais Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba e São Luís. O resultado municipal havia reforçado a presença da legenda em diferentes regiões do país.

Para o cientista político Samuel de Oliveira, a derrota não se resume à quantidade de cadeiras perdidas ou ao resultado da candidatura presidencial. Ele avalia que a polarização reduziu o espaço de negociação que favorecia Kassab e que, ao entrar na disputa como vice, o dirigente passou a ser julgado diretamente pelo desempenho nas urnas. Na avaliação do especialista, o resultado não permite concluir que o ciclo político de Kassab terminou.

Oliveira afirma que o PSD ainda conta com centenas de prefeitos, governadores, mais de 40 deputados e uma estrutura partidária nacional. O ponto a observar, segundo ele, é se Kassab conseguirá transformar essa presença em influência política, num cenário em que o PL pode ocupar também parte do espaço de articulação que antes fortalecia o presidente do PSD.

Fontes: Gazeta do Povo

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