Pular para o conteúdo
Domingo, 4 de outubro de 2026

Alesp mantém maioria de Tarcísio com 65 deputados na base

A oposição de PT, PSOL e PSB cresce de 23 para 28 cadeiras, enquanto o PL segue como maior bancada, com 27 parlamentares eleitos.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo com parlamentares conversando ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo com parlamentares conversando ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A base do governador Tarcísio de Freitas terá 65 dos 94 deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo a partir do próximo ano. A oposição, formada por PT, PSOL e PSB, aumenta de 23 para 28 cadeiras. O PL continua como a maior bancada, com 27 parlamentares, e o PSOL cresce de cinco para nove.

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá, a partir do próximo ano, 65 deputados na base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito neste domingo (4). O número mantém a maioria do governo entre as 94 cadeiras da Casa, enquanto a oposição formada por PT, PSOL e PSB cresce de 23 para 28 parlamentares.

O PL continuará como a maior bancada, com 27 deputados, seis a mais do que tem atualmente. O partido teve o maior crescimento na eleição e contou com a votação de Eduarda Campopiano, de 23 anos, vereadora de Praia Grande, que recebeu mais de 1,9 milhão de votos. Ela se declara “inimiga do feminismo” nas redes sociais e foi a candidata mais votada para a Assembleia.

O PT permanecerá como a segunda maior bancada, mas terá 16 deputados, dois a menos que na legislatura atual. Eduardo Suplicy, de 85 anos, foi o mais votado do partido, com cerca de 650 mil votos. Em 2022, ele havia recebido 807 mil.

O PSOL aumentará sua bancada de cinco para nove cadeiras. Com mais de 400 mil votos, a novata Sofia Favero foi a principal puxadora de votos do partido. Dos atuais deputados da sigla que tentaram a reeleição, todos conseguiram um novo mandato; Guilherme Cortez não disputou a Assembleia e foi eleito deputado federal.

O PSB, também de oposição ao governo estadual, terá três deputados, um a menos que hoje. Com a mudança, os três partidos oposicionistas somarão 28 cadeiras. Os demais deputados eleitos não integram esse grupo, e a base governista deve continuar com 65 parlamentares.

A composição da base se ampliou durante a atual gestão. Depois da eleição de 2022, a equipe de Tarcísio calculava que 31 deputados dos partidos de sua coligação no primeiro turno — Republicanos, PSD e PL — seriam os mais fiéis ao governo. Ao longo do mandato, o governador recebeu apoio de outras siglas e chegou à eleição com uma base de 65.

Além de Republicanos, PSD e PL, o grupo governista inclui MDB, Podemos, PSDB, PRD, Novo e a federação formada por União Brasil e PP. O PP passará de dois para cinco deputados, enquanto o Podemos terá uma cadeira a mais. PSD, MDB e PSDB perderão um deputado cada. O União Brasil terá a maior redução: de nove parlamentares para quatro. Missão, Novo e PRD manterão uma cadeira cada.

A renovação também aparece no número de reeleitos. Com 99% das urnas apuradas, ao menos 48 dos 77 deputados que tentavam permanecer na Alesp conseguiram novo mandato. Em 2022, 55 parlamentares foram reeleitos. Entre os nomes que continuarão na Casa estão Barros Munhoz (PSD), que iniciará seu oitavo mandato, e Carlos Giannazi (PSOL), que seguirá para a sexta legislatura.

A deputada federal Luiza Erundina (PSOL), de 91 anos, foi eleita para a Assembleia paulista pela primeira vez. Regina Nunes (MDB), de 45 anos e primeira-dama do prefeito da capital, Ricardo Nunes, também estará entre os novos nomes da Casa; ela foi eleita com uma campanha ligada à causa animal.

A Alesp tem 94 cadeiras e é responsável por elaborar e alterar leis estaduais, discutir o orçamento de São Paulo, fiscalizar o Executivo e instaurar comissões parlamentares de inquérito (CPIs). O orçamento estadual citado para o próximo período é de R$ 382,3 bilhões. Com a manutenção da maioria, o governo terá apoio suficiente para reunir mais da metade dos deputados, embora o crescimento da oposição amplie sua representação nas votações e na fiscalização da gestão.

Para entender

Alesp
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo é o Poder Legislativo estadual. Seus deputados discutem e aprovam leis estaduais e o orçamento, fiscalizam o governo e podem abrir comissões parlamentares de inquérito.

Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também