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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Suzano prevê quarto trimestre mais forte do ano com ganho da Arbex

A joint venture com a Kimberly-Clark respondeu por R$ 694 milhões do Ebitda ajustado no terceiro trimestre; as eficiências devem aparecer a partir de outubro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Interior de uma fábrica de papel com máquinas industriais e grandes rolos de papel branco. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Interior de uma fábrica de papel com máquinas industriais e grandes rolos de papel branco.
Resumo em 30 segundos

A Suzano espera que o quarto trimestre de 2026 seja o mais forte do ano, com ganhos de eficiência da Arbex, joint venture com a Kimberly-Clark. No terceiro trimestre, a empresa registrou receita líquida de R$ 16,51 bilhões e lucro líquido de R$ 2,084 bilhões. A dívida líquida subiu para US$ 14,72 bilhões.

A Suzano espera que o quarto trimestre de 2026 seja o mais forte do ano em desempenho financeiro, com contribuição maior da Arbex, joint-venture com a Kimberly-Clark. A previsão foi apresentada nesta sexta-feira (6) pelo presidente da companhia, Beto Abreu, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, na quinta-feira (5).

Abreu afirmou que a empresa pretende elevar sua competitividade, ampliar iniciativas de fibra a fibra e reduzir a dívida líquida e a alavancagem. Segundo ele, a integração da Arbex no terceiro trimestre ocorreu conforme o planejado, mas as eficiências operacionais mapeadas para o negócio devem começar a aparecer a partir deste quarto trimestre, o segundo da operação conjunta.

A Arbex abriga os ativos internacionais de papéis para uso sanitário da Kimberly-Clark desde julho. A Suzano detém 51% da empresa, e a Kimberly-Clark, os outros 49%. No primeiro trimestre de operação, a Arbex contribuiu com R$ 694 milhões para o Ebitda ajustado da Suzano, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

No período de julho a setembro, a receita líquida da Suzano somou R$ 16,51 bilhões, alta de 36% ante o mesmo trimestre do ano anterior. O Ebitda ajustado chegou a R$ 5,67 bilhões, avanço de 9%, com margem de 34%. O lucro líquido foi de R$ 2,084 bilhões, aumento de 6%.

A companhia também registrou melhora no custo caixa de produção de celulose em relação ao segundo trimestre: o valor por tonelada recuou de R$ 843 para R$ 825. Na comparação anual, porém, houve alta de 3%. Abreu atribuiu o desempenho operacional a volumes de celulose, vendas e preços, além da redução de custos frente ao trimestre anterior.

A dívida líquida aumentou 15% no terceiro trimestre e alcançou US$ 14,72 bilhões, após a consolidação da dívida da Arbex e o desembolso de US$ 1,3 bilhão pela aquisição da participação na joint-venture. A alavancagem em dólar subiu para 3,7 vezes o Ebitda ajustado, ante 3,4 vezes no trimestre anterior. Considerando a Arbex em uma base pró-forma — como se estivesse integrada durante os últimos 12 meses —, a alavancagem ficou em 3,4 vezes.

A Suzano espera geração relevante de caixa no último trimestre e projeta encerrar o ano com dívida líquida abaixo de US$ 14 bilhões. A empresa também vê demanda resiliente por fibra curta na Ásia neste quarto trimestre, apoiada, entre outros fatores, pela redução dos estoques nos portos chineses. A carteira de pedidos para o fim do ano, segundo Abreu, já está encaminhada.

Para entender

Arbex
Joint venture entre Suzano e Kimberly-Clark que reúne os ativos internacionais de papéis para uso sanitário da Kimberly-Clark. A Suzano detém 51% da empresa, e a Kimberly-Clark, 49%.

Fontes: Valor Econômico

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