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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Revolut investe US$ 1 bilhão na América Latina e acelera no Brasil

A fintech quer dobrar o ritmo de conquista de clientes no país em 2027 e avalia ampliar o crédito, mas não detalhou a divisão dos recursos.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Profissional consulta um tablet diante de um mapa sem rótulos da América Latina. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Profissional consulta um tablet diante de um mapa sem rótulos da América Latina.
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A Revolut anunciou investimento de US$ 1 bilhão na América Latina, com Brasil e México entre os mercados prioritários. No Brasil, a fintech pretende dobrar o ritmo de conquista de clientes em 2027 e discute solicitar ao Banco Central uma licença de banco múltiplo, mas ainda não definiu prazo para iniciar o processo.

A fintech britânica Revolut anunciou que investirá US$ 1 bilhão na América Latina e pretende dobrar o ritmo de conquista de novos clientes no Brasil em 2027. O plano foi apresentado na quinta-feira, 5, em São Paulo; Brasil e México estão entre os mercados que mais crescem na operação global da empresa e receberão uma parcela relevante dos recursos, ao lado de Peru, Colômbia e Argentina.

A companhia não detalhou quanto do investimento será destinado a cada país nem explicou quais iniciativas específicas serão financiadas. No Brasil, a expansão deve incluir esforços para acelerar a chegada de clientes, enquanto a empresa avalia ampliar sua atuação em crédito e, no futuro, buscar autorização para operar como banco múltiplo.

“Para nós, este ano foi um ponto de inflexão para o mercado brasileiro”, afirmou Ignacio Zunzunegui, chefe de crescimento da Revolut para as Américas. Segundo ele, o ritmo de expansão do mercado brasileiro mais do que triplicou neste ano. A empresa espera que os Estados Unidos e a América Latina somem um em cada quatro novos cadastros globais em 2027, quase o dobro do ritmo do ano anterior e quatro vezes o de dois anos atrás.

No México, a Revolut chegou a 1 milhão de clientes cerca de oito meses após iniciar as operações. A lista de espera antes do lançamento reunia aproximadamente 200 mil pessoas. A empresa também atua em mais de 40 países, tem cerca de 80 milhões de clientes e busca alcançar 100 milhões de usuários em 100 mercados. Para isso, mantém o plano de anunciar duas novas entradas em países a cada seis meses; Austrália e Nova Zelândia foram os lançamentos mais recentes.

No Brasil, a Revolut opera desde 2023 como Sociedade de Crédito Direto (SCD), uma instituição financeira autorizada a conceder empréstimos com recursos próprios ou por meio de repasses. A empresa discute internamente a possibilidade de solicitar ao Banco Central uma licença de banco múltiplo, que permitiria ampliar suas atividades, mas ainda não definiu quando iniciaria o processo.

“Queremos ter uma licença bancária completa para otimizar nosso balanço quando atingirmos uma escala maior no crédito”, disse Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil. Ele afirmou que a empresa quer diversificar as fontes de receita e não depender excessivamente de empréstimos. Hoje, a relação entre empréstimos e depósitos está entre 3% e 4%, o equivalente a emprestar de R$ 3 a R$ 4 para cada R$ 100 depositados por clientes.

A fintech sinalizou que pretende buscar uma autorização no Brasil por meio de um processo próprio junto ao Banco Central, em vez de comprar uma instituição local. Na Argentina, a entrada ocorreu com a aquisição da filial do banco francês Cetelem. “Só consideramos fazer uma aquisição quando ela representa uma vantagem em termos de velocidade de entrada no mercado”, afirmou Carlos Daniel Urrutia, gerente-geral de expansão internacional.

O anúncio ocorre após uma venda secundária de ações que avaliou a Revolut em US$ 115 bilhões. A empresa, fundada no Reino Unido em 2015, tem capital fechado e não anunciou uma data para abrir o capital. A avaliação divulgada corresponde a cerca do dobro do valor de mercado atribuído ao Nubank, que negocia ações na Bolsa de Nova York. A Revolut também aguarda uma licença bancária definitiva nos Estados Unidos, após receber uma aprovação condicional.

Fontes: Estadão, O Globo

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