Polícia Civil indicia dois homens por feminicídio em Caxias do Sul
O inquérito foi enviado ao Ministério Público, que analisa se apresenta denúncia; os dois suspeitos, incluindo o companheiro da vítima, seguem presos.
Resumo em 30 segundos
Dois homens foram indiciados pelo feminicídio de Susiele Santos de Brito, de 32 anos, em Caxias do Sul. A investigação aponta que o companheiro teria planejado o crime. O inquérito foi enviado ao Ministério Público, que avalia se oferece denúncia à Justiça. Os suspeitos permanecem presos preventivamente.
Dois homens foram indiciados pelo feminicídio de Susiele Santos de Brito, de 32 anos, em Caxias do Sul. O corpo foi encontrado em 5 de outubro, em uma área de loteamento em obras perto do bairro Diamantino. Os suspeitos, entre eles o companheiro da vítima, permanecem presos preventivamente.
A Polícia Civil concluiu o inquérito e o encaminhou ao Ministério Público do Rio Grande do Sul em 14 de outubro. A promotoria analisa o caso para decidir se apresenta denúncia à Justiça; o indiciamento, por si só, não significa que os suspeitos tenham sido condenados.
Além de feminicídio com agravantes por meio cruel e dissimulação, os dois foram indiciados por vilipêndio, ocultação de cadáver, furto e estelionato. A investigação aponta que o companheiro teria planejado o crime. Susiele deixa dois filhos.
Segundo a apuração policial, um Chevrolet Astra preto foi usado para levar Susiele ao local. Câmeras de monitoramento ajudaram a identificar o veículo depois que o corpo foi localizado. A Brigada Militar abordou o carro no bairro Nossa Senhora da Saúde e prendeu o motorista, de 32 anos.
Dentro do automóvel, os policiais encontraram um dedo decepado da vítima, além de documentos de identificação e um celular dela. Algumas horas depois, a polícia chegou ao companheiro de Susiele, de 35 anos, que também foi preso. A Brigada Militar apreendeu um bastão, um dos ao menos quatro instrumentos que teriam sido usados no crime.
Os laudos do Instituto-Geral de Perícias, que devem indicar a causa da morte, ainda estavam em elaboração. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
A investigação ouviu familiares e pessoas próximas e concluiu que Susiele e o companheiro estavam juntos havia anos. Conforme o inquérito, ela queria terminar a relação, mas tinha dificuldade para fazê-lo, especialmente por causa do ciúme demonstrado pelo homem.
A Polícia Civil informou que não havia registro de medida protetiva de urgência em vigor nem boletins de ocorrência anteriores envolvendo o casal. Medidas protetivas podem ser determinadas para resguardar mulheres em situação de violência doméstica, mas não havia uma registrada para Susiele, segundo a polícia.