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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Subir 60 a 70 degraus por dia se associa a menor risco cardíaco

Revisão de nove estudos com mais de 480 mil pessoas associou esse hábito a 39% menos mortes cardiovasculares, sem provar causa e efeito.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa sobe uma escada em um prédio iluminado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa sobe uma escada em um prédio iluminado.
Resumo em 30 segundos

Uma revisão sistemática com meta-análise associou subir de 60 a 70 degraus por dia a menor mortalidade cardiovascular e por qualquer causa, além de menos eventos como infarto e AVC. Os degraus podem ser distribuídos ao longo do dia, mas a recomendação é começar aos poucos e buscar avaliação profissional em situações de risco.

Subir de 60 a 70 degraus por dia — o equivalente a cerca de quatro ou cinco lances de escada — está associado a menor risco de morte por doenças cardiovasculares e por qualquer causa, segundo uma revisão sistemática com meta-análise publicada em agosto no *American Journal of Cardiovascular Drugs*. O estudo reuniu nove pesquisas, com mais de 480 mil participantes, com e sem histórico de problemas cardiovasculares.

A análise encontrou associação entre o hábito de subir escadas e uma redução de 39% na mortalidade por doenças cardiovasculares e de 24% na mortalidade por qualquer causa. Também observou menor ocorrência de eventos como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca. Os resultados indicam uma relação entre a prática e esses desfechos, mas não significam que subir escadas, isoladamente, garanta prevenção ou tratamento.

A cardiologista Juliana Soares, do Einstein Hospital Israelita, afirmou que os dados reforçam que a atividade física não precisa ser feita apenas em academia para contribuir com a saúde. Segundo ela, metas pequenas e possíveis de manter podem facilitar a adesão. Os estudos considerados na revisão também apontaram benefícios com volumes menores de subida.

Os degraus podem ser distribuídos ao longo do dia: por exemplo, dois lances pela manhã e mais dois à tarde. A soma diária do esforço é relevante, e a prática também pode interromper períodos prolongados sentado. Para quem está sedentário, trocar o elevador pela escada pode ser uma forma de começar a se movimentar, desde que o esforço aumente aos poucos.

A subida acelera o coração porque exige que ele bombeie mais sangue durante o exercício. O movimento combina atividade aeróbica com trabalho muscular: quadríceps, panturrilhas e glúteos são acionados para elevar o corpo contra a gravidade. Os vasos sanguíneos se dilatam, e os músculos aumentam o uso de glicose, o que pode contribuir para o controle do diabetes e do colesterol.

A intensidade varia conforme o ritmo e o condicionamento físico. Para uma pessoa que não pratica exercícios, subir escadas pode representar esforço moderado e, em ritmo mais acelerado, até vigoroso. Por isso, a orientação é começar com um lance e ampliar gradualmente, em vez de tentar subir vários de uma só vez.

A atividade exige cautela para idosos com risco de queda ou alterações de equilíbrio e para quem tem problemas articulares importantes. Pessoas com condições cardiovasculares descompensadas, como insuficiência cardíaca, arritmias não controladas ou dor no peito, não devem subir escadas sem antes obter avaliação profissional.

Fontes: Folha de S.Paulo

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