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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Stephan Koncz é assaltado perto da Avenida Paulista e dois são presos

O violoncelista da Filarmônica de Berlim foi agredido durante o roubo do celular e perseguiu os suspeitos, que foram detidos com o aparelho.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pedestre com celular em uma rua movimentada de São Paulo, com policiais ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pedestre com celular em uma rua movimentada de São Paulo, com policiais ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Stephan Koncz, violoncelista da Filarmônica de Berlim, foi assaltado na tarde de segunda-feira perto da Avenida Paulista, em São Paulo. Após ser agredido e ter o celular levado, ele perseguiu os suspeitos. Policiais civis e guardas municipais intervieram e prenderam dois homens; o músico teve uma lesão leve na mão.

O violoncelista austríaco Stephan Koncz, integrante da Orquestra Filarmônica de Berlim, foi assaltado na tarde de segunda-feira, 19, perto da Avenida Paulista, em São Paulo. Dois suspeitos foram presos depois que o músico perseguiu a dupla para tentar recuperar o celular levado durante a abordagem.

Segundo a Polícia Civil, Koncz usava o aparelho próximo ao hotel onde estava hospedado quando foi abordado no cruzamento da Rua Pamplona com a Alameda Santos. Os assaltantes o agrediram para roubar o telefone e fugiram. O músico correu atrás deles enquanto pedia ajuda.

Policiais civis do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), ligado ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), e equipes de motopatrulhamento da Guarda Civil Metropolitana passavam pela região e intervieram. Durante a revista, os agentes encontraram o celular com um dos suspeitos. A Polícia Civil informou que Koncz sofreu apenas uma lesão leve na mão.

Os dois homens foram levados à 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), onde o caso foi registrado como roubo circunstanciado. Eles permanecem à disposição da Justiça. Roubo é a subtração de um bem mediante violência ou grave ameaça; a classificação diferencia o crime do furto, que ocorre sem esse tipo de ação contra a vítima.

Koncz, de 42 anos, estava no Brasil para apresentações e também atua como compositor, arranjador e regente. A Filarmônica de Berlim tocou na Sala São Paulo no domingo, 18, e na segunda-feira. A passagem marcou a segunda visita da orquestra ao país; a primeira havia ocorrido 26 anos antes. O grupo tinha apresentação prevista para quarta-feira, 21, em Buenos Aires, na Argentina.

Nascido em Viena, Koncz começou a estudar música aos oito anos, na Universidade de Música e Artes Cênicas da cidade. Em 2000, passou a estudar com o violoncelista Robert Nagy no Conservatório de Viena e, dois anos depois, iniciou também cursos de composição e regência. Ao longo da formação, participou de aulas avançadas com músicos como Daniel Barenboim e Steven Isserlis.

Em 2006, tornou-se bolsista da Academia da Filarmônica de Berlim. No início da temporada 2010/2011, entrou para o naipe de violoncelos da orquestra. Como solista e músico de câmara, apresentou-se em salas como o Musikverein e o Konzerthaus. Também atuou como primeiro violoncelo da Verbier Festival Chamber Orchestra, experiência que levou a uma colaboração com o violinista Maxim Vengerov.

O caso ocorreu em uma área onde os registros de roubos cresceram em alguns distritos policiais. De janeiro a agosto, a Consolação teve alta de 9,3% nas ocorrências, enquanto o 78º Distrito Policial, nos Jardins, registrou em agosto aumento de 60,5% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os dados citados abrangem roubos, que envolvem violência ou ameaça, e não devem ser confundidos com os registros de furtos.

Investigações policiais apontam que grupos que atuam de bicicleta podem circular pelos quarteirões em busca de pessoas distraídas e se comunicar com comparsas por fones. Depois de tomar os celulares, os autores costumam repassá-los a receptadores. Além da Paulista, os roubos também foram registrados em vias como a Alameda Lorena, a Rua Oscar Freire, a Rua Augusta e a Rua Frei Caneca.

Fontes: Estadão

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