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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Polícia Civil mira Tropa do Caos por crimes ordenados de presídios

A Operação Cadeia de Comando mobiliza 172 policiais e cumpre 11 mandados de prisão e 36 de busca em seis municípios do Rio Grande do Sul.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Policiais se preparam para uma operação em frente a uma unidade prisional. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Policiais se preparam para uma operação em frente a uma unidade prisional.
Resumo em 30 segundos

A Polícia Civil deflagrou a Operação Cadeia de Comando contra um grupo chamado Tropa do Caos, ligado a uma das principais facções do Rio Grande do Sul. A investigação aponta que integrantes presos coordenavam crimes por aplicativos de mensagens. A ação mobiliza 172 policiais e cumpre mandados em seis municípios.

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (15) a Operação Cadeia de Comando contra um grupo criminoso que se identificava como “Tropa do Caos” e é ligado a uma das principais facções do Rio Grande do Sul. A organização, investigada por ordenar crimes de dentro de presídios, atuava sobretudo em Alvorada e também em outras cidades da Região Metropolitana, do centro do Estado e do Litoral Norte.

A ação mobiliza 172 policiais para cumprir 11 mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão. Entre os alvos de prisão, oito já estão detidos e três estavam em liberdade. As buscas ocorrem em Alvorada, Viamão, Canoas e Gravataí, na Região Metropolitana; em Agudo, na Região Central; e em Balneário Pinhal, no Litoral Norte.

Os oito presos apontados como integrantes da organização estão distribuídos em cinco unidades: Penitenciária Estadual de Porto Alegre, Cadeia Pública de Porto Alegre, Penitenciária Estadual de Charqueadas III, Penitenciária Estadual do Jacuí e Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. De acordo com a investigação, eles usavam aplicativos de mensagens para coordenar atividades criminosas a partir das celas.

Mensagens obtidas pelos investigadores indicariam que integrantes da organização davam instruções para tráfico de drogas, roubo de veículos e homicídios. O grupo também recorreria a agressões para cobrar dívidas, inclusive em casos de perda de drogas ou armas e de serviços considerados mal executados.

“Esse uso de violência por cobrança de dívidas a alguém que não fez o serviço bem feito, pela perda de alguma droga ou arma, era ordenado de dentro do sistema prisional. Os indivíduos faziam filmagens para mandar para dentro do presídio e mostrar que foi feita a ordem”, afirmou o delegado Alexandre Fleck, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Viamão.

Segundo a apuração, as orientações dos detentos também incluíam a logística dos delitos: transporte de armas, entrega de drogas e fornecimento de coletes à prova de balas e veículos usados nas ações. As filmagens feitas durante agressões eram enviadas aos presos, conforme o delegado, para comprovar que as ordens tinham sido cumpridas.

A operação busca reunir provas e alcançar os suspeitos apontados na investigação. Os mandados de prisão preventiva são medidas cautelares determinadas pela Justiça e não representam, por si só, uma condenação. Os investigados são suspeitos de participação nas atividades descritas pela Polícia Civil.

Fontes: Zero Hora

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