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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Smart Sampa expõe imagens ao vivo de 17 mil câmeras privadas

O acesso sem senha durou ao menos cinco dias e atingiu equipamentos na nuvem da Monuv; a falha foi interrompida após questionamentos às empresas.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Câmera de monitoramento instalada em um poste em uma avenida urbana. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Câmera de monitoramento instalada em um poste em uma avenida urbana.
Resumo em 30 segundos

Uma falha permitiu consultar ao vivo, sem senha, imagens e cadastros de pelo menos 17 mil câmeras privadas integradas ao Smart Sampa. Os equipamentos estavam hospedados na nuvem da Monuv, e o acesso ocorreu por meio de um site associado à Sentinelx. O episódio acontece pouco depois de outro vazamento envolvendo o sistema municipal.

Uma falha permitiu consultar, sem senha, imagens ao vivo de pelo menos 17 mil câmeras privadas integradas ao Smart Sampa, sistema de monitoramento da Prefeitura de São Paulo. O acesso ficou disponível por ao menos cinco dias em um site associado à Sentinelx, empresa responsável pela infraestrutura tecnológica do programa, e foi interrompido na sexta-feira (30), após as empresas envolvidas receberem questionamentos sobre a segurança do sistema.

A vulnerabilidade atingiu equipamentos hospedados na nuvem da Monuv, empresa que também integra a rede de fornecedores do Smart Sampa. Além das transmissões, era possível acessar cadastros completos e links diretos para câmeras. A falha foi explorada por meio de um código aberto de um site associado à Sentinelx, que fornecia endereços de servidores de busca sem exigir credenciais.

As imagens acessadas mostravam ruas de São Paulo e locais ligados a autoridades públicas e ex-presidentes, entre eles Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso. Para comprovar que as transmissões eram ao vivo, jornalistas apareceram diante de câmeras nos Campos Elíseos segurando um jornal do dia.

O episódio é o segundo problema de segurança divulgado em pouco mais de dez dias. Em 20 de outubro, veio a público que credenciais e informações internas do sistema haviam sido expostas. Na ocasião, um agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM) com acesso autorizado foi afastado e passou a ser investigado pela Corregedoria da corporação por vazar centenas de logins, dados de agentes e o código-fonte do sistema.

A exposição anterior envolveu 181 credenciais e registros de cerca de seis mil agentes de segurança. Segundo a reportagem sobre aquele caso, as chaves de acesso ficaram por 11 meses em um diretório de código aberto. A partir desses dados, foi possível recriar o painel de monitoramento e navegar por mais de 58 mil câmeras integradas ao Smart Sampa, entre equipamentos públicos e privados.

A Prefeitura confirmou o primeiro vazamento, mas afirmou que não houve falha de segurança no sistema e atribuiu a divulgação a um servidor autorizado. A gestão também sustentou que não havia registro de uso indevido da rede por terceiros e descreveu a estrutura como “absolutamente segura”. Especialistas citados na cobertura do caso, porém, apontaram a falta de barreiras de proteção, como autenticação em duas etapas, e questionaram a segurança da arquitetura do software.

O Smart Sampa reúne câmeras usadas para monitoramento urbano e integra imagens de equipamentos de diferentes proprietários. A conexão com sistemas privados permite ampliar a cobertura da rede, mas exige controles para restringir quem pode consultar transmissões e dados associados. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece regras para o tratamento de informações pessoais; imagens que identifiquem pessoas podem envolver dados protegidos pela legislação.

O Ministério Público de São Paulo abriu uma notícia de fato de ofício sobre o primeiro vazamento. O promotor responsável pela análise deverá decidir se há elementos para instaurar um inquérito civil. Separadamente, a Coalizão Direitos na Rede e outras nove organizações encaminharam à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) um pedido de fiscalização e de medidas contra a Prefeitura e a Sentinelx.

A Prefeitura de São Paulo e a Sentinelx não responderam aos questionamentos sobre a nova falha até a última atualização das informações divulgadas. O caso reacende a discussão sobre os controles de acesso às câmeras privadas conectadas ao sistema municipal, mas não há indicação de que a ocorrência tenha relação com multas de trânsito ou com o funcionamento de câmeras em Santo André.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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