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Sábado, 24 de outubro de 2026

São Paulo pede que Justiça rejeite ação de Júlio Casares

O clube também quer impedir o acesso a documentos pedidos pelo ex-presidente, que contesta a acusação de gestão temerária e a expulsão.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pasta de documentos em um corredor de fórum, com um estádio de futebol ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pasta de documentos em um corredor de fórum, com um estádio de futebol ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O São Paulo contestou a ação de Júlio Casares, que busca reconhecimento judicial da regularidade de sua gestão e acesso a documentos do clube. A instituição pediu que os requerimentos sejam negados e que o processo seja extinto. A expulsão foi recomendada após questionamentos sobre saques de R$ 11 milhões e o uso do cartão corporativo.

O São Paulo pediu à Justiça que rejeite a ação de Júlio Casares, ex-presidente do clube, para anular sua expulsão por gestão temerária. A contestação foi apresentada após o ex-dirigente recorrer ao Judiciário, no final de setembro, contra a decisão do Conselho Deliberativo, oficializada no início do mês passado.

Casares afirma que foi alvo de uma “trama política” e nega ter cometido gestão temerária. Na ação, pede que a Justiça reconheça a ausência de irregularidades, considere aprovadas as contas do cartão corporativo e determine ao clube que apresente documentos que, segundo ele, comprovem a acusação de má gestão e desvio de recursos.

A expulsão foi recomendada pela Comissão de Ética com base em saques de R$ 11 milhões durante a gestão do ex-presidente e no uso considerado indevido do cartão corporativo. Casares diz que o dinheiro retirado das contas do clube foi usado para pagar premiações por títulos e argumenta que as prestações de contas de 2021 a 2024 foram aprovadas.

O ex-dirigente também sustenta que agiu de boa-fé e que decisões técnicas e classificações contábeis não eram responsabilidade exclusiva dele. A gestão temerária, nesse contexto, é a acusação de conduzir a administração de forma imprudente ou prejudicial à instituição; a discussão judicial envolve se houve irregularidade e quem responde por ela.

Na contestação, o São Paulo pediu que os requerimentos de Casares sejam negados e que ele não tenha acesso aos documentos solicitados. O clube também pediu o acolhimento de manifestações preliminares para extinguir a ação e que o ex-presidente pague custas processuais e honorários advocatícios.

O clube afirmou que Casares não pede a anulação do julgamento que levou à expulsão, mas busca uma declaração judicial de que sua gestão foi regular. Em outro trecho, classificou a iniciativa como uma tentativa de “dividir a culpa com funcionários e subordinados”. A instituição também chamou de “alucinações” os argumentos apresentados pelo ex-dirigente.

O processo coloca em discussão tanto a validade da expulsão decidida internamente pelo São Paulo quanto os pedidos de acesso a documentos e reconhecimento da regularidade das contas. A Justiça deverá analisar os argumentos das duas partes antes de decidir se a ação prossegue e se os pedidos de Casares serão atendidos.

Fontes: Estadão, Folha de S.Paulo

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