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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

PL lidera votação para deputado federal em 425 cidades de SP

Lucas Pavanato foi o candidato mais votado em 239 municípios; em 108 cidades, quem liderou a votação local não conseguiu se eleger.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores votam em uma seção eleitoral em São Paulo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores votam em uma seção eleitoral em São Paulo.
Resumo em 30 segundos

O PL foi o partido mais votado para deputado federal em 425 dos 645 municípios paulistas e elegeu 19 dos 70 representantes do estado. Lucas Pavanato liderou em 239 cidades. Em 108 municípios, o candidato mais votado localmente não conquistou uma vaga, reflexo do sistema proporcional de lista aberta.

O Partido Liberal (PL) foi o mais votado para deputado federal em 425 dos 645 municípios de São Paulo nas eleições de 2026, o equivalente a 72% das cidades. A legenda elegeu 19 dos 70 deputados federais do estado, enquanto seu candidato mais votado, Lucas Pavanato, liderou a votação municipal em 239 localidades.

O resultado mostra a presença do partido em diferentes regiões paulistas e o peso de candidaturas com alcance estadual. Pavanato teve a maior votação nominal em mais de um terço dos municípios. Entre os dez candidatos mais votados, Maurício Neves, do Progressistas (PP), foi o único além dele a liderar em algumas cidades: ficou em primeiro em 25, sobretudo na região de Itapetininga, no sudoeste do estado, e foi eleito com 269.996 votos.

Baleia Rossi, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), foi o segundo candidato que liderou em mais municípios, com 42, concentrados principalmente na região de Ribeirão Preto. Apesar disso, terminou como o 14º mais votado no total do estado. Guilherme Piai, do Republicanos, teve destaque na região de Presidente Prudente e foi o primeiro colocado em 37 cidades.

Outros candidatos do PL também lideraram em áreas específicas: Capitão Augusto venceu em 29 municípios da região de Assis e Marília; Márcio Alvino, em 18 no Vale do Paraíba; e Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, em dez cidades do Vale do Ribeira. Esses resultados apontam para a força de lideranças regionais, embora a votação total de alguns desses candidatos tenha ficado abaixo da de nomes com apoio mais disperso pelo estado.

O sistema brasileiro para eleger deputados federais é proporcional e usa lista aberta. O eleitor vota em um candidato ou em um partido, e as vagas são distribuídas conforme a votação das legendas e federações; a votação individual ajuda a definir quais candidatos ocupam as cadeiras conquistadas. Por isso, um candidato pode ser o mais votado em uma cidade e ainda assim não alcançar votos suficientes, no conjunto, para ser eleito.

O fenômeno ocorreu em 108 municípios paulistas: o candidato mais votado localmente não conseguiu uma vaga. Marco Vinholi, do Republicanos, liderou em 13 cidades pequenas da região de São José do Rio Preto, mas não foi eleito; recebeu 12,5 mil votos no total. Em Piracicaba, o ex-prefeito Barjas Negri, do PSD, teve 54,5 mil votos e foi o primeiro colocado no município, mas terminou com pouco mais de 60 mil e também ficou fora da Câmara.

A mesma situação atingiu Eduardo Borgo, do Novo, em Bauru; Orlando Morando, do MDB, em São Bernardo do Campo; e Marcos Soliva, do PSD, em Guaratinguetá. O desempenho do PL também avançou sobre áreas onde outros partidos de direita mantinham bases regionais. Entre os partidos, o PSD teve candidatos mais votados em 28 cidades que não foram eleitos, embora sua bancada paulista na Câmara tenha passado de três para seis deputados.

O Partido dos Trabalhadores (PT) liderou a votação para deputado federal em 30 municípios, quase todos de menor porte. As exceções citadas foram Diadema, na região metropolitana, e Araraquara, onde o ex-prefeito Edinho Silva concorreu e contribuiu para que a sigla também ficasse à frente em seis municípios próximos. Arlindo Chinaglia foi o candidato do PT que liderou em mais cidades: nove, distribuídas pelo interior.

Na região metropolitana, que reúne metade da população estadual, Erika Hilton, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Tabata Amaral, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), e Samia Bomfim, também do PSOL, tiveram votações expressivas no total, ainda que não tenham sido as mais votadas em municípios específicos. Kim Kataguiri, do Missão, assim como Pavanato, também teve votos distribuídos por diferentes localidades, em contraste com candidatos cuja força se concentrou em regiões determinadas.

Para entender

Lista aberta
No sistema proporcional de lista aberta, os eleitores votam em candidatos ou partidos. As vagas são distribuídas conforme a votação das legendas e federações, e os votos individuais ajudam a definir quais candidatos ocupam as cadeiras conquistadas.

Fontes: O Globo

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