Sabesp registra lucro menor e amplia investimentos no trimestre
A queda de 13,8% levou o lucro ajustado a R$ 1,107 bilhão, enquanto as despesas financeiras subiram 74% e os investimentos chegaram a R$ 4,5 bilhões.
Resumo em 30 segundos
A Sabesp teve lucro líquido ajustado de R$ 1,107 bilhão no terceiro trimestre, 13,8% abaixo do registrado um ano antes. A receita líquida avançou 9% e o Ebitda ajustado cresceu 15,2%. Os investimentos somaram R$ 4,5 bilhões, enquanto a alavancagem subiu para 2,7 vezes.
A Sabesp (SBSP3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,107 bilhão no terceiro trimestre, queda de 13,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia de saneamento ampliou a receita e os investimentos, mas teve aumento nas despesas financeiras, em parte associado ao financiamento de seu programa de obras.
As despesas financeiras líquidas cresceram 74% na comparação anual e chegaram a R$ 1,31 bilhão. A empresa também atribuiu parte da diferença no lucro à base de comparação: no terceiro trimestre de 2025, houve um ganho não recorrente de R$ 1,5 bilhão relacionado a precatórios.
A receita líquida ajustada avançou 9%, para R$ 5,958 bilhões. Segundo a companhia, o resultado refletiu reajustes tarifários e aumento de volume, incluindo novos clientes atendidos com a expansão dos serviços. A empresa também informou que o maior volume de chuvas afetou os padrões de consumo no período.
O Ebitda ajustado — indicador de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização — foi de R$ 3,648 bilhões, alta de 15,2% ante os R$ 3,206 bilhões registrados um ano antes. A margem Ebitda ajustada subiu de 59% para 61%. O cálculo exclui margem de construção, ativo financeiro, efeitos não recorrentes e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae).
Entre julho e setembro, a Sabesp investiu R$ 4,5 bilhões, aumento de 13,8% em um ano. Os gastos com distribuição de água cresceram 47,2%, para R$ 1,701 bilhão; os investimentos em esgoto ficaram estáveis, em R$ 2,82 bilhões. A carteira de investimentos já contratados chegou a R$ 44,2 bilhões.
A companhia informou que o programa de investimentos é financiado também por dívida. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, atingiu 2,7 vezes, ante 2,5 vezes no trimestre anterior. O diretor financeiro e de relações com investidores, Daniel Szlak, afirmou que o nível é compatível com o ciclo de investimentos e que a remuneração dos projetos deve ocorrer ao longo do ciclo tarifário. Segundo ele, uma redução do indicador é esperada para 2028.
O consumo residencial totalizou 945 milhões de metros cúbicos, alta de 1,4% ante o mesmo trimestre do ano anterior. A tarifa média residencial subiu 7%, para R$ 4,32 por metro cúbico. No período, a empresa encerrou o trimestre com 9.057 empregados, 249 a menos que um ano antes, e reduziu em 21,4% os gastos com salários, encargos, benefícios e obrigações previdenciárias, uma economia de R$ 147 milhões.