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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Rússia e Ucrânia retomam ataques após trégua em Kherson terminar

Zelensky relata 73 feridos e danos a um hospital em Kharkiv; Moscou afirma ter interceptado 493 drones, enquanto novas conversas estão previstas para novembro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Passagem danificada entre prédios de um complexo hospitalar após um ataque. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Passagem danificada entre prédios de um complexo hospitalar após um ataque.
Resumo em 30 segundos

Rússia e Ucrânia voltaram a trocar ataques nesta terça-feira, após o fim de uma trégua em Kherson. Zelensky afirmou que os bombardeios deixaram ao menos 73 feridos e atingiram um complexo hospitalar em Kharkiv. Moscou relatou a interceptação de 493 drones. Negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos estão previstas para 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi.

Rússia e Ucrânia voltaram a trocar ataques nesta terça-feira, 3 de novembro, após o fim de uma trégua na região de Kherson, no sul ucraniano. O presidente Volodimir Zelensky afirmou que os bombardeios deixaram ao menos 73 feridos na Ucrânia, enquanto autoridades russas relataram a interceptação de centenas de drones que se dirigiam a Moscou.

Em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, o ataque atingiu uma passagem entre prédios de um complexo hospitalar. Segundo Zelensky, 226 pacientes foram transferidos para outras unidades, e o departamento de cardiologia foi destruído. O prefeito da cidade, Igor Terekhov, disse que foram usados mísseis balísticos e bombas aéreas guiadas.

O Exército ucraniano também informou que mísseis atingiram Kiev, Dnipro e Sumy. Em Dnipropetrovsk, o governador Oleksandr Ganzha afirmou que infraestruturas críticas foram atingidas em Dnipro e Kryvyi Rih, cidade natal de Zelensky. A Polônia acionou seus sistemas de defesa aérea para proteger o espaço aéreo perto da fronteira ucraniana.

Zelensky afirmou que a Rússia lançou, durante a madrugada, 289 drones de ataque, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro. Ele também disse que equipes ainda procuravam pessoas nos escombros e que as operações de resgate avançavam conforme as condições de segurança permitiam. O presidente ucraniano alertou para o risco de novos ataques enquanto os socorristas trabalhavam.

Em Moscou, o prefeito Sergei Sobyanin disse que a defesa aérea derrubou ou interceptou 493 drones que voavam em direção à região da capital russa entre 20h30 de segunda-feira e 7h30 desta terça. A declaração foi publicada por ele no Telegram.

A nova escalada ocorre depois do encerramento, no domingo, de uma suspensão temporária dos ataques em Kherson. A trégua permitiu a entrada de uma missão humanitária em Oleshky, cidade sob ocupação russa. Horas após o fim do cessar-fogo, ataques russos na região de Zaporizhzhia mataram ao menos 29 pessoas e feriram outras cinco, segundo Zelensky.

Os bombardeios acontecem enquanto os Estados Unidos tentam retomar negociações para encerrar a guerra e pressionam os dois países a interromper ataques contra infraestruturas energéticas. O Kremlin confirmou que representantes da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos se reunirão em Abu Dhabi nos dias 10 e 11 de novembro. A delegação russa será novamente chefiada pelo negociador Vladimir Medinski, segundo o enviado americano Steve Witkoff.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou a viagem da delegação russa e a participação nas conversas trilaterais. Witkoff também afirmou que representantes dos Estados Unidos se reunirão em Bruxelas com autoridades da França, Alemanha, Reino Unido, União Europeia e Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para discutir possíveis garantias de segurança à Ucrânia.

As negociações seguem travadas por divergências sobre o território. Moscou exige que as tropas ucranianas deixem a região de Donetsk, no leste do país; Kiev rejeita a exigência e afirma que a retirada deixaria outras áreas vulneráveis a novos ataques.

Fontes: O Globo

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