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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Melania Trump negocia trégua para retirada de civis de Oleshky

A pausa nos combates começou nesta terça-feira, dois dias antes do previsto, e deve durar até 1º de novembro para facilitar a entrada de ajuda humanitária.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Veículo de ajuda humanitária em uma rua danificada de Oleshky. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Veículo de ajuda humanitária em uma rua danificada de Oleshky.
Resumo em 30 segundos

O cessar-fogo em Oleshky, cidade ocupada por forças russas na região ucraniana de Kherson, permite a entrada de ajuda e a retirada voluntária de moradores. A trégua deve durar até 1º de novembro. A população enfrenta falta de serviços básicos e alimentos, enquanto minas dificultam a saída segura da cidade.

Um cessar-fogo negociado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, começou nesta terça-feira (27) em Oleshky, cidade ucraniana ocupada por forças russas desde 2022. A trégua busca permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada voluntária de moradores da região de Kherson, no sul da Ucrânia.

A suspensão dos combates teve início às 3h, no horário local, dois dias antes do previsto. Autoridades russas e ucranianas confirmaram o começo do acordo, e o comissário de Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, afirmou que não havia registro de violações até o fim da tarde.

Melania anunciou que a pausa foi estendida a outras áreas de Kherson para facilitar a passagem de comboios com alimentos, água e medicamentos. Em publicação na rede social X, ela disse que a antecipação do cronograma tinha o objetivo de proteger civis e agilizar a entrega de assistência. A trégua deve durar até a noite de domingo, 1º de novembro, segundo Davyd Arakhamia, parlamentar ucraniano que integra a equipe de negociações de paz.

O acordo também prevê visitas de representantes civis russos e ucranianos às casas para identificar as necessidades dos moradores. Quem decidir deixar a cidade poderá escolher entre ser levado a áreas controladas pela Ucrânia ou pela Rússia. A retirada depende de condições seguras nas vias, que estão minadas; a trégua deve permitir o acesso de equipes humanitárias e a remoção de explosivos das rotas.

As estimativas sobre a população que permanece na cidade variam. O governo dos Estados Unidos calcula que entre 1.700 e 2 mil pessoas ainda vivam em Oleshky, incluindo cerca de 50 crianças. Kiev estima até 6 mil moradores na cidade e nos arredores, com aproximadamente 1.700 na área urbana. Antes da invasão russa, em fevereiro de 2022, Oleshky tinha cerca de 24 mil habitantes.

A população enfrenta falta de alimentos, água e medicamentos. Segundo relatos de moradores à BBC, algumas pessoas cozinham plantas dos quintais para sobreviver. A cidade está sem eletricidade, gás e água há três anos, e um hospital funciona parcialmente, alguns dias por semana. A presença de minas e ataques também dificulta a circulação e a saída de civis.

A negociação começou depois que Melania tomou conhecimento da situação durante um evento em Nova York, à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em setembro. Ela e um integrante de sua equipe recorreram a canais diplomáticos usados anteriormente para negociar a reunificação de crianças ucranianas e russas separadas durante a guerra. O papa Leão XIV também pediu uma pausa humanitária em conversas telefônicas com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.

A trégua em Kherson não interrompeu os combates em outras partes do país. Nesta terça-feira, ataques russos com mísseis balísticos atingiram Kiev, matando ao menos uma pessoa e ferindo 12, segundo autoridades ucranianas. Uma nova rodada de negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos está prevista para novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Fontes: Gazeta do Povo, O Globo

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