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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Rússia afirma derrubar 1.214 drones em ataque ucraniano recorde

Mais da metade dos aparelhos foi lançada contra Moscou durante a cúpula Rússia-África; uma pessoa morreu em Belgorod e houve danos em várias regiões.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Drones cruzam o céu noturno sobre uma cidade, enquanto fachos de luz varrem as nuvens. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Drones cruzam o céu noturno sobre uma cidade, enquanto fachos de luz varrem as nuvens.
Resumo em 30 segundos

A Rússia afirmou ter derrubado 1.214 drones ucranianos na madrugada de quinta-feira, no maior ataque aéreo contra o país desde o início da guerra. Mais da metade teria sido direcionada a Moscou, que recebe uma cúpula com líderes africanos. O ataque deixou uma pessoa morta em Belgorod e causou danos em várias regiões.

A Rússia afirmou ter derrubado 1.214 drones ucranianos durante uma operação na madrugada desta quinta-feira (29), no maior ataque aéreo de Kiev contra o país desde o início da guerra. Mais da metade dos aparelhos foi lançada em direção a Moscou, onde líderes africanos participam nesta semana de uma cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin. Uma pessoa morreu em Belgorod, no sul da Rússia, e houve danos materiais em várias regiões, segundo as informações divulgadas por Moscou.

O número de drones abatidos supera o recorde anterior, de 1.100, registrado em setembro. O governo russo não informou quantos aparelhos conseguiram atingir seus alvos. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, classificou como “muito estranho” o momento do ataque, que coincide com a reunião de 22 chefes de Estado ou de governo africanos na capital russa.

A ofensiva ocorreu horas antes de um ataque russo atingir uma plataforma ferroviária em Dnipro, no centro da Ucrânia. Ao menos 13 pessoas morreram, segundo as informações divulgadas sobre o episódio. O local foi atingido por um drone a jato, um tipo que a Rússia passou a usar de forma mais ampla neste ano e que é mais difícil de interceptar do que os modelos a hélice.

A escalada acontece antes da retomada prevista de conversas diretas entre Moscou e Kiev, com mediação dos Estados Unidos. As negociações devem começar na próxima sexta-feira, dia 6, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A expectativa é de que os dois lados voltem à mesa após a retomada de contatos diplomáticos promovida por Washington.

Apesar dos ataques, Rússia e Ucrânia também deram sinais de cooperação. Os países trocaram corpos de soldados e prisioneiros de guerra vivos e aceitaram um cessar-fogo localizado nos arredores de Olechki, cidade ocupada por forças russas. A trégua começou na terça-feira (27), e a chegada de ajuda humanitária e a retirada de civis estavam previstas para esta quinta à noite ou sexta-feira (30).

A cúpula Rússia-África ocorre pela terceira vez. A primeira edição, em 2019, coincidiu com o crescimento das relações entre Moscou e governos africanos; a segunda, em 2023, atraiu menos participantes, em meio à guerra na Ucrânia e à crise envolvendo o grupo mercenário Wagner. Nesta semana, a Etiópia anunciou ter recebido 12 caças Su-35, aeronaves de combate russas que haviam sido encomendadas um ano antes do prazo de entrega.

O contexto diplomático também mudou com a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a se aproximar de Putin e a pressionar o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em sua tentativa de encerrar a guerra. A suspensão de sanções energéticas e a retomada das conversas diretas fazem parte desse cenário, enquanto os ataques de ambos os lados reforçam a disputa por posição antes das negociações.

Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo

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