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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Ataque russo provoca apagão que deixa 500 mil sem energia na Ucrânia

Zelenski diz que parceiros não alertaram Kiev sobre os mísseis; Rubio nega pausa na troca de informações e menciona possível falha no sistema.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Técnicos inspecionam uma subestação elétrica danificada ao anoitecer. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Técnicos inspecionam uma subestação elétrica danificada ao anoitecer.
Resumo em 30 segundos

Ataques russos atingiram ao menos dez instalações de energia na Ucrânia desde a noite de domingo e deixaram pelo menos 500 mil pessoas sem eletricidade. Zelenski afirmou que não houve alerta dos parceiros, enquanto o secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou uma interrupção na troca de informações e mencionou uma possível falha de software.

Ao menos dez instalações de energia foram atingidas por ataques russos com mísseis balísticos desde a noite de domingo na Ucrânia, segundo o presidente Volodimir Zelenski. Os bombardeios deixaram pelo menos 500 mil pessoas sem eletricidade, principalmente na região de Kiev, e reacenderam a disputa entre o governo ucraniano e os Estados Unidos sobre o compartilhamento de alertas e informações militares.

Zelenski afirmou nesta segunda-feira que os parceiros de Kiev não avisaram sobre os lançamentos. “Mais uma vez, a Rússia lançou um ataque com mísseis balísticos em ondas múltiplas ao longo da noite, e, mais uma vez, não houve alerta dos nossos parceiros”, escreveu nas redes sociais. A Ucrânia recebe dos Estados Unidos dados de satélites e outros sensores usados para acompanhar lançamentos de mísseis, movimentos de tropas e outras atividades.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, contestou a versão de uma interrupção. Durante visita a Samarkand, no Uzbequistão, ele afirmou: “Não houve nenhuma pausa”. Em outra declaração, porém, disse não saber se houve um problema na noite anterior e mencionou uma falha de software no sistema de alerta alguns dias antes. Rubio pediu que Zelenski se concentre em encerrar a guerra.

A discussão ocorre após divergências sobre o apoio americano a Kiev. Na semana passada, Zelenski agradeceu ao presidente Donald Trump por uma retomada no compartilhamento de informações, mas disse ter entendido a interrupção anterior como uma “mensagem”. O presidente ucraniano também havia relacionado o problema a falhas de cobertura da versão militar do serviço de satélites Starlink, coordenado pelos Estados Unidos.

Trump declarou no domingo que não quer tomar medidas que afastem a Rússia de negociações de paz. Também acusou Zelenski de não querer encerrar a guerra e defendeu que a Ucrânia pare de atacar refinarias russas com drones e mísseis. O governo americano sustenta que essas ações podem dificultar um acordo, enquanto Kiev afirma que a Rússia continua atacando o país.

Zelenski criticou ainda o que chamou de bloqueio do fornecimento de mísseis para a defesa aérea ucraniana e de alívio ou adiamento de sanções contra Moscou. Na sexta-feira, Trump suspendeu a lei Graham, que prevê sanções à Rússia e a países que compram energia russa. O presidente americano afirmou que busca negociar o fim do conflito.

Rubio disse que há conversas sobre uma possível cúpula entre Trump, o presidente russo Vladimir Putin e o líder chinês Xi Jinping, mas não confirmou que o encontro tenha sido definido. “O presidente foi claro. Ele quer que a guerra acabe”, afirmou durante a visita ao Uzbequistão.

Enquanto a disputa diplomática continua, forças russas mantêm pressão na linha de frente de Donetsk. Moscou anunciou no sábado a tomada de oito vilarejos que considera importantes para avançar em direção a Kramatorsk. Kiev negou ter perdido o controle desses locais, embora blogueiros militares e observadores dos dois lados tenham apontado avanços russos.

A região de Donetsk foi anexada pela Rússia em 2022, mas Moscou ainda não controla todo o território. Kramatorsk abriga provisoriamente a administração ucraniana regional desde que a capital provincial, também chamada Donetsk, foi ocupada por separatistas pró-Moscou em 2014.

Fontes: Folha de S.Paulo, Estadão

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