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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Rogério Marinho lança candidatura à presidência do Senado

O senador pelo Rio Grande do Norte e Tereza Cristina combinaram decidir em janeiro quem será o nome único contra a reeleição de Davi Alcolumbre.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário do Senado em Brasília, com cadeiras e microfones dispostos para uma sessão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário do Senado em Brasília, com cadeiras e microfones dispostos para uma sessão.
Resumo em 30 segundos

Rogério Marinho lança nesta quarta-feira sua candidatura à presidência do Senado. Ele e Tereza Cristina acertaram que um dos dois desistirá em janeiro, mas ainda não definiram quem disputará contra Davi Alcolumbre. A eleição está marcada para 1º de fevereiro, e o voto dos senadores será secreto.

Rogério Marinho (PL-RN) lança nesta quarta-feira (4), em Brasília, sua candidatura à presidência do Senado, em meio a divergências na oposição sobre quem deve enfrentar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Marinho e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) acertaram que um dos dois desistirá da disputa em janeiro, mas ainda não definiram quem será o candidato único.

A eleição para o comando do Senado está marcada para 1º de fevereiro. Alcolumbre busca a reeleição, enquanto Marinho e Tereza tentam reunir apoio de partidos e senadores contrários à continuidade do atual presidente. O voto é secreto, e a oposição ainda discute como coordenar a escolha de seu nome.

O lançamento de Marinho deve reunir integrantes do PL, do Novo e senadores oposicionistas de outras siglas. A bancada do PL também fará nesta quarta uma reunião para definir sua estratégia. O PP, por sua vez, deve boicotar o evento, segundo senadores do partido.

A movimentação ocorre em meio à pressão sobre Tereza para que abra mão da candidatura e declare apoio a Marinho. Banners espalhados pelas ruas e publicações nas redes sociais pedem que ela “pare de atrapalhar a oposição”. Senadores do PP afirmam que os ataques incomodaram a parlamentar, ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro.

Integrantes do PP dizem que, por enquanto, a insatisfação não deve alterar os votos do partido em favor de Alcolumbre. Caso os ataques persistam, porém, a sigla poderá negociar com o presidente do Senado. A federação formada por PP e União Brasil já declarou apoio à reeleição de Alcolumbre, mas senadores dos dois partidos não foram consultados antes da divulgação da posição e evitaram endossá-la publicamente.

O PP terá seis votos na próxima legislatura e pode ser decisivo para o resultado. Dois de seus senadores são considerados alinhados a Alcolumbre, dois são apontados como favoráveis à candidatura da oposição e outros dois permanecem indecisos. A bancada reúne parlamentares que se aproximam tanto do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto da oposição.

Marinho argumenta que sua candidatura parte de uma posição mais forte por causa do tamanho das bancadas que o apoiam: o PL elegeu 29 senadores para a próxima legislatura, e o Novo, três. Tereza, por outro lado, tenta formar uma aliança com apoio da bancada feminina e de políticos de centro. Ela resiste às pressões para desistir antes da etapa final de negociação.

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), disse na terça-feira (3) que a candidatura de Tereza é “absolutamente legítima”. Segundo ele, mais perto da eleição, a oposição poderá avaliar qual nome tem maior viabilidade. “Não tenho a menor dúvida que haverá uma composição no final”, afirmou.

Portinho também declarou que Tereza participa das conversas da oposição desde antes do primeiro turno das eleições e a chamou de liderança feminina importante para o grupo. Na avaliação dele, o PL terá condições mais favoráveis para disputar a presidência do Senado do que em 2023, já que elegeu a maior bancada da Casa a partir de 2027.

Parte da oposição defende que os senadores tornem público o voto antes de depositar a cédula, apesar de a eleição ser secreta. Os defensores da proposta afirmam que a exposição poderia evitar que parlamentares eleitos por partidos de direita votem em Alcolumbre sem revelar sua escolha. O atual presidente, por sua vez, aposta em divisões entre os opositores e em parlamentares de direita eleitos por partidos de centro, com quem mantém relações políticas.

Alcolumbre também busca apoio de partidos como MDB, PSD e PT, além de contar com a ajuda do governo Lula para impedir que a presidência do Senado fique com a oposição. Ele é criticado por opositores por barrar o avanço de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fontes: Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo

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