Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Rogério Marinho e Tereza Cristina buscam nome para enfrentar Alcolumbre

Os senadores avaliam quem pode reunir mais votos na eleição de fevereiro, apesar do apoio da federação União Progressista à recondução do atual presidente.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário do Senado com parlamentares conversando durante uma articulação política. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário do Senado com parlamentares conversando durante uma articulação política.
Resumo em 30 segundos

Rogério Marinho e Tereza Cristina articulam uma candidatura única contra a recondução de Davi Alcolumbre à Presidência do Senado. Eles avaliam qual dos dois teria mais chances de vitória. A federação União Progressista declarou apoio a Alcolumbre, mas senadores eleitos pelo grupo podem decidir individualmente quem apoiar.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e a líder do PP na Casa, Tereza Cristina (MS), articulam uma candidatura única contra a recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) à Presidência do Senado, em eleição prevista para fevereiro do próximo ano. Os dois avaliam qual deles teria mais condições de reunir votos para vencer o atual presidente.

Marinho é considerado a primeira opção do PL para concorrer, mas Tereza pode entrar na disputa se as conversas indicarem que ela é mais competitiva. Caso o senador vença, a líder do PP poderá negociar outro posto de destaque, como a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por analisar, entre outras propostas, emendas à Constituição.

A movimentação ocorre apesar de a federação União Progressista ter anunciado apoio a Alcolumbre. Tereza afirmou, em nota divulgada na quarta-feira (28), que os senadores eleitos para compor a bancada do partido poderão decidir por conta própria a quem apoiar. Eles assumem os mandatos em fevereiro do próximo ano, quando começa a nova legislatura.

A posição deixa em aberto se todos seguirão a orientação das lideranças partidárias. O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), por exemplo, declarou em vídeo que não apoia Alcolumbre. Ele justificou a decisão dizendo que o presidente do Senado não dá andamento a processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Marinho também afirmou acreditar que parte dos parlamentares da federação pode se afastar da recomendação de seus dirigentes. O senador disse na quarta-feira que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião para a próxima quarta-feira (4), na qual o partido discutirá e poderá confirmar sua candidatura.

“A candidatura precisará ainda passar pelo crivo do partido em uma reunião na quarta-feira. Mas a nossa candidatura, sendo efetivada, sendo homologada pelo partido, será uma candidatura que leve em consideração a necessidade de cumprir, sobretudo, a Constituição brasileira”, declarou Marinho.

A federação reúne União Brasil e PP. O presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), comunicou à líder do partido no Senado o apoio a Alcolumbre, segundo relatos sobre as negociações. A decisão teria relação com a proximidade política entre o presidente do Senado e dirigentes do União Brasil, além da relação pessoal de Ciro com o senador amapaense.

Alcolumbre já busca votos entre parlamentares, mas interlocutores dele afirmam que a prioridade era obter primeiro o apoio de seu próprio partido. Na quarta-feira, ele recebeu senadores eleitos pelo PL, inclusive integrantes que já disseram que não votarão nele. Aliados do presidente avaliam que ele tem votos para se reeleger e dizem contar também com apoio não declarado de integrantes da sigla de Marinho.

Para aproximar-se da oposição, Alcolumbre tem defendido a possibilidade de indulto ou anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. Segundo relatos de parlamentares, ele associa a proposta à necessidade de pacificação política e de encerrar as divisões após a eleição deste ano. O presidente já havia defendido a redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro.

O PL, porém, ainda não tem consenso sobre lançar um nome. Parte dos parlamentares teme que uma derrota deixe o partido sem espaço na Mesa Diretora e no comando de comissões. Em 2023, Marinho disputou a Presidência do Senado contra Rodrigo Pacheco e, após perder, o PL ficou sem cargos na divisão interna da Casa.

Defensores de uma candidatura de oposição afirmam que Marinho não deveria entrar na disputa sem perspectiva de vitória. Se não alcançar apoio suficiente, o senador poderia negociar o respaldo do PL a Alcolumbre. A escolha do presidente do Senado é feita pelos próprios senadores e define também a liderança da Casa no Congresso Nacional.

Para entender

Comissão de Constituição e Justiça
A CCJ é uma comissão permanente do Senado que analisa, entre outros temas, a constitucionalidade e a juridicidade de propostas. Também examina propostas de emenda à Constituição antes de elas seguirem para votação.

Fontes: Valor Econômico, Folha de S.Paulo, Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também