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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

PL lança Rogério Marinho para disputar presidência do Senado

A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027, mas Tereza Cristina também mantém sua candidatura contra Davi Alcolumbre, que busca a reeleição.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário do Senado com cadeiras e mesas dispostas para uma sessão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário do Senado com cadeiras e mesas dispostas para uma sessão.
Resumo em 30 segundos

O PL anunciou Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado. Tereza Cristina também pretende concorrer, e a oposição ainda não definiu um nome único. Alcolumbre conta com o apoio oficial de várias siglas, mas a votação secreta pode permitir dissidências. A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027.

O Partido Liberal (PL) anunciou nesta quarta-feira a candidatura do senador Rogério Marinho (RN) à presidência do Senado, em uma tentativa de disputar o comando da Casa com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. A votação está marcada para 1º de fevereiro, e a oposição ainda não chegou a um acordo sobre um nome único.

A escolha de Marinho foi definida em uma reunião da bancada do PL na noite de terça-feira. O partido terá 28 senadores a partir de fevereiro e pretende usar o tamanho do grupo para reivindicar a presidência. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Bolsonaro (PL-SC) e outros integrantes da legenda apoiam a candidatura.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), por sua vez, mantém a intenção de concorrer. Ela confirmou que conversa com Marinho, mas disse que nenhum dos dois desistiu da disputa. “Eu quero ser a primeira mulher presidente do Senado. E vocês deviam me apoiar”, afirmou.

Marinho declarou que os dois combinaram não disputar votos um contra o outro. Na semana passada, eles se reuniram para discutir uma candidatura unificada, mas não definiram quem seria o nome da oposição. Tereza busca apoio de parlamentares do Centrão e de dissidentes do PL; aliados dela avaliam que a senadora pode reunir votos de diferentes partidos.

A candidatura de Tereza contraria a posição oficial da federação formada por União Brasil e PP. As duas siglas anunciaram apoio à reeleição de Alcolumbre, em nota assinada por seus presidentes, Antonio Rueda e Ciro Nogueira. Há, porém, resistências internas: o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) já declarou que não votará no atual presidente do Senado.

Alcolumbre também tem o apoio das direções de MDB, PSD e PT. Como a eleição é por voto secreto, senadores podem divergir da orientação de seus partidos sem que o voto seja identificado. Interlocutores do atual presidente contabilizam 48 apoios, mas aliados de Tereza estimam que ele teria de sete a oito votos a menos.

A oposição tenta atrair parlamentares de Republicanos, Podemos e PSDB, que somarão 16 senadores na próxima legislatura. Pessoas próximas a Marinho estimam que ele possa receber votos de sete partidos, inclusive de siglas cujas direções declararam apoio a Alcolumbre. A disputa, portanto, dependerá das articulações entre as bancadas e de eventuais dissidências até a votação.

Para entender

Presidência do Senado
O presidente do Senado conduz as sessões da Casa e coordena os trabalhos legislativos. A escolha é feita pelos próprios senadores, em votação, para um mandato de dois anos.

Fontes: O Globo

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