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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Rodney Scott defende muro em Big Bend apesar de ordem judicial

O comissário da CBP afirma que a barreira principal deve ficar pronta até dezembro de 2027; a Justiça suspendeu as obras na região do Texas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Paisagem desértica de Big Bend com o Rio Grande e um trecho de barreira fronteiriça ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Paisagem desértica de Big Bend com o Rio Grande e um trecho de barreira fronteiriça ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Rodney Scott, chefe da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, defendeu a construção de um muro em Big Bend, no Texas, apesar da suspensão judicial das obras. O projeto integra o plano de fortificação da fronteira com o México e é contestado por moradores, empresários, ambientalistas e parlamentares, inclusive republicanos.

O comissário da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), Rodney Scott, defendeu a construção de um muro na região de Big Bend, no Texas, apesar de uma ordem judicial que suspendeu as obras. O projeto integra o plano de reforço da fronteira com o México do governo de Donald Trump e enfrenta oposição de moradores, empresários, ambientalistas e parlamentares, inclusive republicanos.

A proposta, financiada por republicanos no Congresso e estimada em US$ 46 bilhões, prevê muros de aço de até nove metros, barreiras para veículos, estradas e sistemas de vigilância ao longo de cerca de 3.200 quilômetros da divisa. O governo afirma que constrói 19 quilômetros por semana. Scott disse que o muro principal deve ficar pronto até dezembro de 2027 e que o conjunto do projeto será concluído até o fim do segundo mandato de Trump.

Segundo Scott, o objetivo da agência é identificar quem e o que entra nos Estados Unidos. Ele afirmou que deixar Big Bend sem estruturas de segurança, enquanto outras partes da fronteira recebem barreiras, pode abrir espaço para travessias e para a atuação de cartéis mexicanos. A região, porém, registra historicamente poucas passagens de migrantes, e opositores consideram o investimento um desperdício de dinheiro público que pode prejudicar a área.

Neste mês, um juiz suspendeu as obras em Big Bend, incluindo as que envolvem o parque nacional, por avaliar que poderiam causar “danos graves e irreparáveis” aos autores da ação. O governo recorreu à Suprema Corte. A decisão judicial interrompeu os trabalhos enquanto a disputa é analisada.

Scott afirmou que não haverá muros altos de aço dentro do parque, mas não detalhou os planos por causa do processo. Em agosto, após escavadeiras serem vistas removendo terra no local, ele suspendeu as atividades de construção e disse que buscaria dialogar com moradores. Para o comissário, as barreiras naturais da região não são suficientes para impedir travessias ilegais.

O plano de Big Bend é parte de uma iniciativa mais ampla para fortificar a fronteira. O muro é uma barreira física, enquanto estradas e sistemas de vigilância permitem apoiar a fiscalização e acompanhar movimentos nas áreas de acesso. O governo sustenta que essas estruturas são necessárias para controlar a entrada no país; os críticos apontam os impactos ambientais e o baixo número histórico de travessias na região.

Scott também disse que a CBP reduziu sua presença em operações migratórias longe das fronteiras, embora continue apoiando o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). Ele relacionou a mudança à ampliação do efetivo do ICE e não comentou a investigação do FBI sobre a morte de Alex Pretti, baleado por agentes em Minneapolis.

Para entender

CBP
A Customs and Border Protection é a agência federal dos Estados Unidos responsável por proteger as fronteiras e fiscalizar a entrada de pessoas e mercadorias no país. Ela integra o Departamento de Segurança Interna e atua em conjunto com outras agências de imigração e segurança.

Fontes: Zero Hora

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