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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Roberta Luchsinger diz que pretende fazer delação sobre governo

Em entrevista à CNN, a lobista criticou Lula e Lulinha, afirmou que foi próxima do filho do presidente e mencionou suspeitas ainda sem comprovação.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Mulher participa de uma entrevista em um estúdio de televisão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Mulher participa de uma entrevista em um estúdio de televisão.
Resumo em 30 segundos

Roberta Luchsinger afirmou que pretende fazer uma delação sobre suspeitas ligadas ao governo federal. Na entrevista, criticou Lula e seu filho, Lulinha, e mencionou um contrato de R$ 2 bilhões com o grupo Mota-Engil. Não há indicação de que uma negociação de colaboração premiada tenha começado, nem comprovação das acusações.

Roberta Luchsinger afirmou, em entrevista à CNN no sábado (17), que pretende fazer uma delação para revelar informações sobre suspeitas de irregularidades ligadas ao governo federal. A lobista também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, com quem diz ter mantido uma amizade próxima. Ela está proibida de deixar São Paulo desde janeiro e foi alvo de busca e apreensão em casa.

Na entrevista, Luchsinger reagiu a declarações de Lula, que a chamou de “picareta” em entrevista à TV Globo e de “Vorcaro feminino” em um podcast. Ela afirmou que o presidente mente ao dizer que não a conhece nem esteve com ela. Também criticou Lulinha por não ter entrado em contato para saber como ela e as duas filhas estão.

A lobista disse que decidiu falar após um acidente recente envolvendo uma das filhas, cujas circunstâncias não foram esclarecidas. Ela afirmou ainda que recebe ameaças. Não foram apresentados detalhes sobre o conteúdo ou o momento de uma eventual delação, nem sobre quais autoridades a receberiam.

Luchsinger também questionou por que a Polícia Federal não teria feito operações contra Lulinha ou o chamado para depor. O relato sobre a ausência de medidas contra ele foi feito por ela na entrevista; não há, no material citado, manifestação da Polícia Federal sobre as perguntas.

Outro ponto levantado por Luchsinger foi um contrato de R$ 2 bilhões entre o governo brasileiro e o grupo português Mota-Engil. Ela afirmou que o acordo foi firmado depois que Amauri Rodrigues Pinha, descrito por ela como amigo e vizinho de Lulinha, assumiu a presidência do conselho de administração da subsidiária brasileira da empresa, a ECB — Empresa Construtora Brasil. A entrevista não detalhou o objeto do contrato nem apresentou documentos que comprovem a relação entre a nomeação e o acordo.

Luchsinger foi descrita como lobista que atuava em parceria com Lulinha para aproximar empresários de ministérios, entre eles Saúde, Previdência e Desenvolvimento Social. A finalidade, segundo essa descrição, seria abrir espaço para negócios com órgãos do governo. As alegações de atuação conjunta e de influência sobre contratos não foram acompanhadas, no material disponível, de respostas de Lulinha ou de representantes dos ministérios e da empresa.

A possibilidade de delação anunciada por Luchsinger ainda não equivale a um acordo formal nem comprova as acusações. Uma colaboração premiada depende de negociação com autoridades e de homologação judicial; as informações relatadas não indicam que esse processo tenha começado.

Fontes: Zero Hora

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