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Domingo, 18 de outubro de 2026

Defesa de Lulinha nega irregularidades e contesta investigação do INSS

Roberta Luchsinger diz que pretende fazer delação premiada e afirma que Lulinha participou de reuniões com ministros; acordo ainda depende de negociação e homologação judicial.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Documentos e um celular sobre uma mesa em ambiente de investigação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Documentos e um celular sobre uma mesa em ambiente de investigação.
Resumo em 30 segundos

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva negou irregularidades e contestou a investigação sobre fraudes no INSS. A manifestação ocorreu após Roberta Luchsinger anunciar que pretende negociar uma delação premiada e dizer que pode falar sobre Lulinha e o presidente Lula. A defesa afirma que ele não foi indiciado.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, negou neste sábado (17) que ele tenha cometido irregularidades e contestou a condução das investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A manifestação veio depois que a empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou que pretende negociar um acordo de delação premiada e que está disposta a falar sobre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota assinada pelo advogado Guilherme Suguimori Santos, a defesa disse que Lulinha colocou dados bancários, fiscais e telemáticos à disposição da Justiça. Também afirmou que as relações dele com políticos e integrantes do governo federal são pessoais, construídas desde a infância, e não envolvem práticas ilegais.

Os advogados questionaram a quebra do sigilo telefônico de Roberta no inquérito sobre irregularidades no INSS. Segundo a defesa, a medida buscou informações sobre Lulinha relativas a um período anterior ao início da relação entre a empresária e Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O advogado apontou o episódio como possível indício de direcionamento da investigação e disse que Lulinha não foi indiciado na operação.

Roberta é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência envolvendo relações com integrantes do governo. Em entrevista neste sábado, ela declarou que pretende colaborar com a Justiça e apresentar informações que, segundo ela, não estariam nos aparelhos e documentos já apreendidos. Um acordo de delação premiada depende de negociação com as autoridades e de homologação judicial; a intenção anunciada, por si só, não significa que o acordo tenha sido fechado.

A empresária afirmou que Lulinha participou de reuniões com ministros e que o presidente teria conhecimento dos encontros. “Eu não vou poupar ninguém”, disse, ao mencionar Lula e o filho. Ela também criticou o presidente e afirmou que está disposta a prestar esclarecimentos sobre os dois.

A defesa de Lulinha classificou as declarações públicas de Roberta como insinuações e disse que elas seriam incompatíveis com o depoimento prestado por ela às autoridades. Na nota, atribuiu as falas da empresária à insatisfação com declarações de Lula sobre seu caráter e com a divulgação de informações sigilosas ligadas às investigações.

Roberta não é a única pessoa citada nas apurações sobre o INSS: Antônio Camilo Antunes, chamado de Careca do INSS, é apontado nas investigações como figura ligada às suspeitas de irregularidades. As informações divulgadas sobre o caso não estabelecem, porém, que Lulinha tenha sido indiciado. A defesa também acusou a investigação de possível manipulação e “pescaria probatória”, expressão usada para criticar a busca por elementos sem um foco previamente definido.

Para entender

Delação premiada
Acordo em que uma pessoa investigada ou acusada fornece informações às autoridades em troca de benefícios previstos em lei. A negociação precisa ser formalizada e o acordo, homologado pela Justiça; anunciar a intenção de colaborar não significa que a delação esteja fechada.

Fontes: Gazeta do Povo

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