Rio de Janeiro estima 9 mil casos de câncer de próstata em 2026
A projeção do Inca coloca o estado em terceiro lugar no país; campanha da Alerj no Novembro Azul destaca cuidados integrais com a saúde masculina.
Resumo em 30 segundos
O Inca estima quase 9 mil novos casos de câncer de próstata no Rio de Janeiro em 2026, terceiro maior total entre os estados. A Alerj lançou uma campanha de Novembro Azul sobre saúde masculina. O instituto não recomenda rastreamento rotineiro para homens sem sintomas, e orienta discutir exames com um profissional de saúde.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o estado do Rio de Janeiro terá cerca de nove mil novos casos de câncer de próstata neste ano, o terceiro maior número do país, atrás de São Paulo e Minas Gerais. Para marcar o Novembro Azul, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) lançou uma campanha com folhetos e vídeos educativos sobre a saúde dos homens.
A estimativa nacional é de quase 78 mil novos casos em 2026. Depois de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, aparecem Bahia e Paraná. O ranking considera o total de casos projetados em cada estado, e não o risco proporcional ao tamanho da população. Excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata é o tipo mais frequente entre os homens.
A campanha da Alerj aborda aspectos que vão além da prevenção do câncer, como alimentação, sono, saúde metabólica e cardiovascular, além de saúde mental e social. O urologista do Departamento Médico da assembleia, Samy Chitayat, afirmou que a consulta pode ajudar a identificar outras necessidades de saúde e iniciar acompanhamento. A proposta, disse, é que o cuidado se estenda para além de novembro.
A doença pode não provocar sintomas no início. Dificuldade para urinar, jato urinário mais fraco, necessidade de ir ao banheiro com maior frequência durante o dia ou à noite e sangue na urina são sinais que devem ser avaliados por um profissional. Essas alterações também podem decorrer de problemas benignos, por isso a avaliação médica é necessária para esclarecer a causa.
A idade é um dos principais fatores de risco, e a incidência e a mortalidade aumentam depois dos 60 anos. Homens negros e pessoas com pai ou irmão diagnosticado antes dos 60 anos também têm risco maior. O excesso de gordura corporal está associado ao risco aumentado de formas avançadas da doença.
O Inca não recomenda o rastreamento rotineiro de homens sem sintomas. A realização de exames pode levar à detecção e ao tratamento de tumores que talvez não ameaçassem a vida, e não impede que a doença apareça. Quem considera fazer exames deve conversar com um profissional sobre benefícios e riscos; sintomas suspeitos, por sua vez, precisam ser investigados.
A Sociedade Brasileira de Urologia orienta avaliação médica individualizada a partir dos 50 anos, ou dos 45 para quem tem fatores de risco. Não há uma medida que garanta a prevenção do câncer de próstata. Manter peso adequado, praticar atividade física, ter alimentação saudável e não fumar são cuidados recomendados para a saúde geral.