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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Rio de Janeiro aposta na expansão da indústria petroquímica

Estudo da Firjan prevê mais de R$ 25 bilhões em investimentos industriais até 2030 e destaca projetos de químicos e fertilizantes no estado.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Complexo petroquímico com torres, tubulações e tanques em uma paisagem industrial. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Complexo petroquímico com torres, tubulações e tanques em uma paisagem industrial.
Resumo em 30 segundos

Estudo da Firjan aponta potencial para ampliar a produção de químicos e fertilizantes no Rio de Janeiro, com investimentos industriais projetados acima de R$ 25 bilhões até 2030. Entre os projetos citados estão o Transforma Rio, da Braskem, em Duque de Caxias, e iniciativas para produzir fertilizantes no Norte Fluminense.

O Rio de Janeiro pode ampliar a produção de químicos e fertilizantes a partir de petróleo e gás natural, segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que será lançado nesta quarta-feira (4). O documento aponta investimentos industriais projetados acima de R$ 25 bilhões até 2030 e destaca iniciativas no estado, entre elas o projeto Transforma Rio, da Braskem, em Duque de Caxias.

A proposta do Transforma Rio prevê investimento de cerca de R$ 4,3 bilhões para construir uma unidade de produção de eteno a partir de etanol, chamada cracker, e ampliar a fabricação anual de polietileno em aproximadamente 230 mil toneladas. O polietileno é um tipo de plástico usado em diversos produtos. O estudo identifica o projeto como um dos investimentos de modernização do polo petroquímico de Duque de Caxias.

A Firjan afirma que a oferta de gás no estado cresceu com a entrada em operação da infraestrutura do Projeto Rota 3 e do Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí. Os dois módulos da unidade de processamento de gás natural (UPGN) do complexo aumentam a capacidade de tratar o insumo, que pode abastecer indústrias químicas e de fertilizantes.

O estudo, que chega à quinta edição, considera que o Rio reúne infraestrutura portuária, energia, matérias-primas, capacidade tecnológica, mão de obra qualificada e mercado para atrair empreendimentos. Para Luiz Cesio Caetano, presidente da Firjan, o desafio é converter esse potencial em produção, empregos e renda. Ele afirmou que petróleo e gás geram mais valor quando são transformados em produtos industriais, como plásticos, materiais especiais e fertilizantes.

Outro projeto citado é o Raia, liderado pela Equinor. A partir de 2028, ele poderá acrescentar 16 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural ao mercado brasileiro, criando novas possibilidades para os setores petroquímico e de fertilizantes.

No Norte Fluminense, há projetos em Macaé e no Porto do Açu, em São João da Barra, para instalar grandes unidades de fertilizantes nitrogenados. A ideia é aproveitar a proximidade dos gasodutos do pré-sal para produzir amônia e ureia. Esses compostos são usados na fabricação de fertilizantes e dependem de insumos como o gás natural.

A análise também menciona a escassez mundial e a alta dos preços do enxofre registradas em 2026, que afetaram a cadeia de produção de ácido sulfúrico. Para Karine Fragoso, gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, o episódio mostrou que a segurança do abastecimento agrícola depende também de insumos intermediários, além de nitrogênio, potássio e fósforo.

A entidade aponta como desafios para a expansão da indústria a oferta de gás natural a preços competitivos, a segurança jurídica e a previsibilidade das regras. O estudo sustenta que a transformação das matérias-primas locais em produtos de maior valor agregado depende da coordenação de políticas e investimentos.

Fontes: Valor Econômico

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