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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Rio de Janeiro registra alta de casos de mpox e terá mais vacinas

Foram 269 casos no estado até 3 de novembro, mais que o dobro de 2025; na capital, outubro teve o maior número mensal desde 2022.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Profissional de saúde prepara uma dose de vacina em uma clínica. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Profissional de saúde prepara uma dose de vacina em uma clínica.
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O Rio de Janeiro confirmou 269 casos de mpox em 2026 até 3 de novembro, contra 119 em todo o ano passado. Na capital, foram 196 casos, com 55 em outubro. O Ministério da Saúde informou que vai reforçar os estoques de vacinas, destinadas a grupos prioritários.

O estado do Rio de Janeiro confirmou 269 casos de mpox em 2026 até 3 de novembro, mais que o dobro dos 119 registrados em todo o ano passado, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Na capital, foram 196 casos neste ano, e outubro teve 55 — o maior número mensal desde outubro de 2022, quando houve 67 registros, de acordo com o Observatório Epidemiológico municipal.

A alta se concentrou nos últimos meses: 102 casos na cidade foram confirmados em setembro e outubro. Em setembro, houve 47 registros, ante 13 em agosto. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que a oscilação está dentro do esperado desde a introdução da doença em 2022 e que mantém monitoramento, investigação de casos e acompanhamento clínico.

O Ministério da Saúde informou que vai reforçar os estoques de vacinas no Rio. A imunização é direcionada a grupos com maior risco de exposição ou de agravamento da doença, como profissionais de laboratório que trabalham com orthopoxvírus, pessoas com HIV/Aids e imunossupressão e quem teve contato direto de médio ou alto risco com um caso suspeito ou confirmado, após avaliação da vigilância em saúde. O esquema é de duas doses, com intervalo de 28 dias. Se houver doses disponíveis, a vacinação pode ser estendida a usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP).

A Secretaria estadual informou que 953 doses da vacina contra a mpox foram aplicadas no estado. A pasta federal justificou o reforço dos estoques também pela previsão de maior circulação de pessoas no fim do ano. A vacinação não é oferecida de forma indiscriminada à população; a indicação depende dos critérios definidos para os grupos prioritários.

No país, o Ministério da Saúde contabilizou 665 casos neste ano. O total é 94% menor que os 10.821 registros de 2022, quando houve um surto da doença. No Rio, os 269 casos confirmados até novembro representam aumento de 126% em relação a 2025, embora o número permaneça abaixo do registrado no surto de 2022.

A mpox é causada pelo vírus monkeypox, da mesma família do vírus da varíola. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, pele ou secreções de uma pessoa infectada, mas também pode acontecer por gotículas respiratórias em exposição próxima e prolongada, por objetos contaminados ou por contato com animais infectados.

Os sintomas mais frequentes incluem lesões ou erupções na pele, ínguas, febre, dores no corpo e na cabeça, calafrios e fraqueza. O período entre a exposição e o início dos sintomas costuma variar de três a 21 dias. Não há medicamento aprovado especificamente para a doença; o tratamento oferece suporte clínico, alivia sintomas e previne ou trata complicações.

Fontes: Valor Econômico, O Globo

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