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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Rafael Fonteles vê carta de Flávio como inócua para instituições

O governador afirma que o bolsonarismo continua relevante, enquanto Valdemar Costa Neto diz que ninguém aprovou o documento divulgado pelo senador.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rafael Fonteles fala durante uma entrevista em um estúdio de televisão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rafael Fonteles fala durante uma entrevista em um estúdio de televisão.
Resumo em 30 segundos

Rafael Fonteles avalia que a carta de Flávio Bolsonaro, na qual ele contestou o resultado da eleição, pode gerar ruído, mas não abalar as instituições. O governador diz que o bolsonarismo continua relevante. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também desaprovou o documento e defendeu seguir adiante.

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, afirmou que a carta divulgada por Flávio Bolsonaro após a derrota na eleição presidencial não deve provocar instabilidade institucional, embora, segundo ele, o bolsonarismo continue sendo uma força política relevante. A declaração foi dada em entrevista nesta quinta-feira, em meio às repercussões do documento, no qual Flávio primeiro se apresentou como “verdadeiro presidente eleito” e depois mudou a expressão para “líder do Brasil”.

Fonteles disse que a iniciativa pode gerar ruído, mas não alterar o funcionamento das instituições. Ele citou o reconhecimento do resultado eleitoral pelo partido de Flávio, o PL, e por outras instituições brasileiras. “Acho que vai ser absolutamente inócuo”, afirmou, ao avaliar o efeito da carta.

O governador disse que o bolsonarismo perdeu força com a derrota eleitoral e com a decisão de Flávio de deixar o país, mas ponderou que a direita radical permanece influente no Brasil e em outros países. “A extrema-direita é forte no Brasil, forte na América Latina toda, no mundo ocidental todo. Então continua”, declarou.

A carta foi divulgada depois que Flávio viajou aos Estados Unidos e contestou o resultado das urnas sem apresentar provas de fraude. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também manifestou desaprovação ao documento nesta quinta-feira, após visitar Jair Bolsonaro. “Ninguém aprovou a carta. Ninguém aprova isso”, disse. Valdemar afirmou que quer seguir adiante com o partido e com o país.

A disputa de 2026 terminou com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, após Flávio ter ficado à frente no primeiro. A Justiça Eleitoral conduz a organização e a validação das eleições; o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou que o pleito transcorreu dentro da normalidade. Alegações de fraude precisam ser acompanhadas de provas e podem ser submetidas às autoridades competentes.

Fonteles ganhou projeção na campanha ao atuar como um dos coordenadores da etapa final, que levou Lula à vitória. O presidente o mencionou no discurso após o resultado e disse que o governador lhe deu o primeiro celular, que pretende usar para se comunicar diretamente com a população.

O nome de Fonteles também foi citado como possível opção para o Ministério da Fazenda no próximo governo, mas ele negou ter conversado com Lula sobre ocupar um cargo. “Eu não conversei com o presidente nada sobre cargo”, afirmou. Geraldo Alckmin também é apontado como cotado para a pasta.

Para entender

Tribunal Superior Eleitoral
O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral brasileira. Entre suas atribuições estão organizar e administrar as eleições, além de julgar questões eleitorais e proclamar os resultados dos pleitos nacionais.

Fontes: Estadão, Folha de S.Paulo

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