Qualcomm fornece tecnologia para rede 5G da Starlink nos EUA
A Starlink Mobile pretende estrear como operadora de celular nos Estados Unidos em 2027, com uma rede terrestre apoiada por conexão via satélite.
Resumo em 30 segundos
A Qualcomm fornecerá equipamentos de rádio, unidades de banda base e software para a rede terrestre 5G que a Starlink Mobile planeja lançar nos Estados Unidos. A implantação nacional deve começar em 2027. O projeto combinará infraestrutura terrestre e conexão via satélite para competir com operadoras já estabelecidas.
A Qualcomm anunciou nesta quarta-feira (4) uma parceria com a SpaceX para fornecer equipamentos e software à rede terrestre 5G que a Starlink Mobile planeja lançar nos Estados Unidos. A implantação em todo o país deve começar em 2027, e os termos financeiros do acordo não foram divulgados.
A estrutura combinará cobertura terrestre e conexão por satélite. A SpaceX pretende atuar como operadora de telefonia móvel e competir com empresas já estabelecidas, como T-Mobile, Verizon e AT&T. A empresa afirma que o modelo integrado deverá manter usuários conectados em diferentes locais, inclusive onde a cobertura terrestre é limitada.
A Qualcomm fornecerá equipamentos de rádio, unidades de banda base — responsáveis pelo processamento dos sinais da rede — e software. A infraestrutura usará as plataformas Dragonwing QRU100 e QDU100, além de software comercial de camada 1, que executa funções básicas de comunicação entre dispositivos e estações de rádio. Também estão previstos sistemas Massive MIMO, tecnologia que emprega múltiplas antenas para ampliar a capacidade de transmissão.
“Juntamente com a SpaceX, estamos construindo uma infraestrutura celular de ponta nos Estados Unidos, impulsionando o 5G hoje, com a oportunidade de lançar as bases para o 6G nativo de IA nos próximos anos”, afirmou Durga Malladi, vice-presidente executivo da Qualcomm, em comunicado.
Michael Nicolls, vice-presidente sênior da Starlink, disse que a colaboração deve acelerar o desenvolvimento da arquitetura das estações base. A empresa descreveu o projeto como uma rede nacional integrada, com componentes terrestres e via satélite.
A parceria marca uma expansão da Qualcomm para além dos processadores Snapdragon, usados em smartphones. A companhia também fornece chips e equipamentos para infraestrutura de telecomunicações e participa do fornecimento de energia para redes 5G no Japão e no Vietnã.
A proposta da Starlink não é simplesmente substituir o 5G convencional por satélites. A rede terrestre utiliza estações e antenas para transmitir sinais em áreas cobertas, enquanto os satélites podem complementar a conectividade em locais sem infraestrutura próxima. A combinação deverá ser o diferencial da operadora em relação à T-Mobile e às demais concorrentes, embora a implantação prevista para 2027 ainda esteja por começar.
No Brasil, a Starlink lançou no fim de outubro um serviço de internet via satélite para clientes da Vivo. Esse acordo é distinto do plano de construir uma rede móvel própria nos Estados Unidos.