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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

PSD quer manter três ministérios e mira Agricultura e Energia

A sigla também avalia trocar a Pesca por Transportes, Integração e Desenvolvimento Regional ou Cidades na composição do próximo governo Lula.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Edifícios governamentais em Brasília com documentos agrícolas e uma miniatura de turbina eólica em primeiro plano. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Edifícios governamentais em Brasília com documentos agrícolas e uma miniatura de turbina eólica em primeiro plano.
Resumo em 30 segundos

O PSD pretende manter ao menos três ministérios no próximo governo Lula e considera prioritárias Agricultura e Minas e Energia. Para substituir a Pesca, busca uma pasta de maior peso político, com Transportes, Integração e Desenvolvimento Regional e Cidades entre as possibilidades. Eduardo Paes também é citado como possível ministro.

O Partido Social Democrático (PSD) pretende manter ao menos três ministérios no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva e busca pastas com influência regional. Na atual gestão, a sigla comanda Agricultura, Minas e Energia e Pesca; entre as áreas que quer conservar estão Agricultura e Minas e Energia, enquanto avalia trocar Pesca por um ministério de maior peso político.

A montagem da equipe para o novo mandato ainda é objeto de negociações. Dirigentes do PSD consideram que a participação do partido dificilmente diminuirá, em razão de sua atuação em votações favoráveis ao governo. A legenda também espera que a distribuição de cargos considere suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado.

A Agricultura é uma das prioridades. A pasta administra recursos de emendas parlamentares destinados, entre outras finalidades, a estradas vicinais e à compra de máquinas agrícolas. Segundo interlocutores do partido, essa estrutura permite articulação com as 887 prefeituras comandadas pelo PSD. O ministério também conta com 27 superintendências estaduais de Agricultura e Pecuária.

André de Paula, atual ministro, e Carlos Fávaro, que já ocupou o cargo e é senador por Mato Grosso, estão entre os nomes cotados para a Agricultura. Fávaro e Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, têm ligação com a bancada do PSD no Senado; De Paula, ex-deputado federal, representa a Câmara na atual composição ministerial.

Minas e Energia também é considerada estratégica pela legenda. A pasta participa da gestão de concessões e tem agências reguladoras vinculadas à sua estrutura. A política nacional para minerais críticos, recursos importantes para setores como energia e tecnologia, pode ampliar a relevância do ministério.

No lugar da Pesca, o PSD gostaria de assumir uma pasta com maior alcance político. Entre as opções mencionadas por integrantes do partido estão Transportes, hoje sob comando do MDB, Integração e Desenvolvimento Regional, ligado ao PDT, e Cidades, também com o MDB. A legenda perdeu cadeiras no Senado e, por isso, há quem defenda dar mais espaço à bancada da Câmara nas escolhas.

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes é apontado como possível integrante do próximo ministério. Uma das hipóteses citadas nos bastidores é que ele fique com Cidades. Paes apoiou Lula na eleição presidencial e perdeu, no primeiro turno, a disputa pelo governo do Rio para Douglas Ruas, do PL. O PSD tenta na Justiça assegurar a realização de um segundo turno no estado.

A permanência da sigla no governo também está ligada às negociações políticas para garantir apoio no Congresso. O PSD disputou o primeiro turno da eleição presidencial deste ano com Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, e liberou seus filiados para escolherem quem apoiar no segundo. O partido não adotou orientação única entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, que foi derrotado.

Na eleição de 2022, o PSD também ficou neutro no segundo turno entre Lula e o então presidente Jair Bolsonaro, mas lideranças da legenda declararam apoio ao petista. Integrantes do partido citam ainda a participação de senadores e governadores na campanha de reeleição e as alianças regionais com o PT como razões para manter espaço na Esplanada.

O governo vê o PSD como importante para a governabilidade, especialmente diante de um Congresso com maior presença de parlamentares da oposição. A avaliação de integrantes do PT é que ampliar a participação do partido pode ajudar a atrair o centro político. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem sinalizado abertura a uma aproximação, mas afirma que a política econômica será determinante.

Kassab disse que poderá apoiar Lula se o presidente conduzir um governo voltado ao centro, com diretrizes econômicas claras e apoio a reformas estruturais. Também defendeu que Lula fortaleça nomes da área econômica e mencionou como referência a dupla formada por Henrique Meirelles e Antonio Palocci no primeiro mandato do petista. O dirigente afirmou ainda que cargos não são uma condição para a relação com o governo e citou reformas eleitoral e do Judiciário entre os temas que influenciam a aproximação.

O presidente do PSD também disse que não descarta voltar a ser ministro, embora afirme que isso não está em seus planos atuais. Ele já ocupou duas pastas, mas declarou que consideraria honroso receber um convite.

Fontes: Estadão, Folha de S.Paulo, O Globo

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