Eduardo Paes usa Porto Maravilha para defender reeleição de Lula
Em vídeo publicado nesta quinta, ex-prefeito afirma que o apoio federal foi decisivo para iniciar o projeto e retomar os investimentos em 2023.
Resumo em 30 segundos
Eduardo Paes publicou um vídeo sobre o Porto Maravilha para defender a reeleição de Lula. O ex-prefeito atribuiu ao governo federal participação decisiva na implantação do projeto, entre 2009 e 2010, e na retomada dos investimentos, em 2023. A gravação faz parte de uma série de vídeos sobre realizações de suas gestões municipais.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) publicou nesta quinta-feira, 22, um vídeo sobre o Porto Maravilha para defender a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na gravação, Paes atribuiu ao governo federal papel decisivo na implantação e na retomada do projeto de revitalização da zona portuária carioca e disse que votará em Lula por considerar os resultados das gestões municipais.
“Eu não tô pedindo para você se apaixonar pelo Lula, eu tô pedindo para você olhar para os fatos”, afirmou. A mensagem integra uma série de vídeos que Paes publica no Instagram desde segunda-feira, 19, com argumentos baseados em obras e serviços realizados durante suas administrações na prefeitura.
O ex-prefeito disse que Lula apoiou o Porto Maravilha em dois momentos: na viabilização das obras, entre 2009 e 2010, e na retomada da operação, em 2023. Segundo Paes, a iniciativa enfrentou impasses financeiros que não foram resolvidos durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Paes afirmou que, ao voltar à prefeitura, em 2021, encontrou a operação travada e não conseguiu solucionar as pendências nas conversas com o governo federal naquele ano e em 2022. Ele disse que um acordo foi firmado depois que Lula reassumiu a Presidência, o que permitiu a retomada dos investimentos.
“Nas duas vezes em que o Porto Maravilha precisou do Governo Federal para começar e para destravar, quem tava lá e disse sim, foi o presidente Lula. É por isso que eu voto nele”, disse no vídeo. O ex-prefeito também destacou que grande parte dos terrenos da região pertencia à União e citou o Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) como peça importante do financiamento da operação, feita por meio de uma parceria público-privada.
A série começou após Paes reconhecer, na segunda-feira, a derrota para Douglas Ruas (PL) na eleição estadual. Na ocasião, afirmou que não é petista nem lulista e anunciou que apresentaria razões concretas para votar em Lula. Desde então, tem concentrado os vídeos em temas da administração municipal, sem pedir que os eleitores apoiem o presidente apenas por identificação partidária.
Na terça-feira, 20, Paes falou sobre saúde. Atribuiu à parceria com o governo Lula a ampliação dos supercentros cariocas e a transferência para a prefeitura da gestão dos hospitais federais Andaraí e Cardoso Fontes. Segundo ele, o governo federal destinou mais de R$ 700 milhões à recuperação e à manutenção das unidades, e o primeiro supercentro, em Benfica, realizou mais de 3,4 milhões de atendimentos.
Na quarta-feira, 21, o tema foi o transporte. Paes destacou recursos federais que, segundo ele, viabilizaram a compra de ônibus, a recuperação do sistema de BRT e a conclusão da Transbrasil. Ele direcionou parte da mensagem a moradores das zonas Norte e Oeste e pediu que passageiros compartilhassem a publicação.
“Esse é mais um motivo que me faz votar no presidente Lula, né, por fatos que você vê todo dia, que você sente todo dia, que muda a sua vida todo dia na hora de ir para o trabalho e voltar para casa”, afirmou. No vídeo desta quinta, defendeu que os eleitores avaliem o que considera benéfico para a vida cotidiana, para as famílias e para os demais moradores da cidade.
A comunicação de Paes se concentra em vídeos próprios, com explicações sobre projetos municipais, em vez de carreatas e de uma defesa baseada na identidade petista. A estratégia busca apresentar a relação com Lula como uma parceria administrativa, inclusive a eleitores que não se identificam com o PT. Durante sua candidatura ao governo do Rio, Paes evitou explorar intensamente essa associação.
O cenário estadual é favorável a Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno com mais de 1,2 milhão de votos de vantagem sobre Lula no Rio. O senador teve 53,01% dos votos, ante 39,41% do presidente. A três dias da eleição, Paes tenta usar as mudanças urbanas da capital como argumento para ampliar o apoio a Lula no estado.