Prio discute dividendos para 2026, mas não confirma pagamento
Roberto Monteiro afirma que a discussão sobre dividendos da PRIO3 deve considerar os resultados de 2026; pagamento ainda neste ano é pouco provável.
Resumo em 30 segundos
O presidente da Prio, Roberto Monteiro, disse que a empresa deve discutir dividendos considerando os resultados de 2026, mas não confirmou se haverá distribuição. A companhia também pretende recomprar ações e reduzir a dívida. A produção deve ficar em torno de 200 mil barris de óleo equivalente por dia até meados de 2028.
O presidente da Prio, Roberto Monteiro, afirmou nesta quinta-feira (5), em teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre, que a empresa deverá discutir a possibilidade de pagar dividendos aos acionistas. Segundo ele, a distribuição é pouco provável ainda neste ano e a conversa deve se concentrar nos resultados de 2026.
“Dividendo será parte da equação, sem sombra de dúvidas”, disse Monteiro. O executivo afirmou que a remuneração dos acionistas deverá ganhar peso na política de alocação de capital da companhia, mas não confirmou se haverá pagamento nem indicou valores.
A decisão deve passar pelo conselho de administração. Monteiro disse que a política interna da Prio prevê uma discussão anual sobre dividendos, embora a empresa não tenha divulgado essa política. A companhia também pretende continuar recomprando ações e reduzindo o endividamento, afirmou.
A dívida líquida da Prio encerrou o terceiro trimestre em US$ 3,46 bilhões. O valor deve subir para cerca de US$ 3,95 bilhões após o pagamento, no quarto trimestre, da parcela final pela aquisição dos 20% restantes de participação no campo de Peregrino, na Bacia de Campos. Com a geração de caixa prevista, a expectativa de Monteiro é fechar o ano com a dívida abaixo de US$ 3,8 bilhões.
O executivo também afirmou que a empresa trabalha para manter a produção em torno de 200 mil barris de óleo equivalente por dia. A companhia prevê sustentar esse nível até meados de 2028 com a estratégia operacional atual. Barril de óleo equivalente é uma medida que reúne diferentes tipos de hidrocarbonetos em uma unidade comum, permitindo comparar a produção de petróleo e gás.
Manter esse patamar custa aproximadamente US$ 550 milhões por ano, incluindo perfuração e manutenção de equipamentos, segundo Monteiro. Para o próximo ano, a Prio planeja perfurar cinco poços em Peregrino, em águas rasas, e outros cinco em Frade, em águas profundas. Os dois campos ficam na Bacia de Campos.
A produção planejada para 2027 está garantida mesmo sem novas licenças ambientais para perfurar em Albacora Leste, também na Bacia de Campos, disse o presidente. Caso as autorizações sejam obtidas, a empresa poderá perfurar mais poços e elevar a produção. Monteiro afirmou que espera ter, ao longo do próximo ano, mais clareza sobre como prolongar o nível de produção para além de meados de 2028.