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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Polícia Federal investiga caso da OnilX após queixas de saques

O inquérito sob sigilo inclui Paulo Guedes e dois empresários; clientes relatam atrasos em rendimentos e dificuldade para retirar valores investidos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa consulta uma plataforma de investimentos em criptomoedas em um laptop. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa consulta uma plataforma de investimentos em criptomoedas em um laptop.
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A Polícia Federal investiga suspeitas de irregularidades na captação e administração de recursos ligados à OnilX, empresa de investimentos em criptomoedas. O inquérito inclui o ex-ministro Paulo Guedes e dois empresários. Clientes relataram atrasos em pagamentos e dificuldades para sacar. A CVM suspendeu ofertas consideradas irregulares pelo grupo.

A Polícia Federal investiga o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, o empresário Fábio Lino de Almeida e Xavier Sarolli Filho por suspeita de crime contra o Sistema Financeiro Nacional. O inquérito, que tramita sob sigilo, está relacionado à OnilX, empresa de investimentos em criptomoedas que recebeu reclamações de clientes sobre dificuldades para sacar valores aplicados.

As queixas incluem atrasos no pagamento de rendimentos e adiamentos na devolução do dinheiro. Uma denúncia encaminhada à PF em setembro relata que investidores continuavam vendo saldos e ganhos registrados na plataforma, mas não conseguiam retirar os recursos. Os valores envolvidos na investigação não foram divulgados.

Segundo a denúncia, a OnilX oferecia aplicações com retornos mensais prometidos entre 2% e 3,81%, por meio de assessores e escritórios credenciados. O documento reúne comprovantes de transferências e registros da plataforma. A suspeita investigada é de irregularidades na captação e na administração de recursos; a inclusão dos três no inquérito não significa que tenham sido condenados.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que fiscaliza o mercado de valores mobiliários, determinou em janeiro a suspensão de ofertas consideradas irregulares pelo grupo, por falta de autorização. Em abril, manteve a decisão, mas esclareceu que ela não impedia operações de compra, venda ou intermediação de criptoativos que não fossem classificados como valores mobiliários. Criptoativos são ativos digitais, como moedas virtuais; dependendo da forma como são oferecidos, produtos associados a eles podem estar sujeitos às regras do mercado de capitais.

A Onil já havia sido mencionada em 2023 na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras, na Câmara dos Deputados. Um requerimento pediu a quebra de sigilos de empresas ligadas ao grupo por transações com a MSK Invest, investigada pela comissão. O documento afirmava que a Onil prometia retorno mensal de 2,8% e comissões a quem captasse investidores.

Em novembro de 2025, a Justiça do Paraná determinou a produção de provas sobre R$ 7,8 milhões transferidos à Onil Business, ligada ao mesmo grupo, pela Rental Coins entre 2020 e 2021. A solicitação partiu da massa falida da Rental Coins, que apontou falta de documentação sobre os pagamentos. A decisão não concluiu que os recursos tenham sido desviados.

A OnilX negou acusações em processos judiciais e afirmou atuar regularmente no mercado de ativos virtuais. As defesas de Guedes e dos responsáveis pela empresa foram procuradas e não haviam se manifestado.

Fontes: Valor Econômico, Gazeta do Povo

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