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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Polícia do Rio investiga morte de pesquisador da USP na Dutra

A família contesta a hipótese de briga de trânsito e denuncia cobrança para liberar o corpo; a Corregedoria-Geral vai apurar a acusação.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Carro parado no acostamento da Via Dutra à noite, com caminhões e luzes de emergência ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Carro parado no acostamento da Via Dutra à noite, com caminhões e luzes de emergência ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Daniel Oliveira de Andrade, pesquisador de 27 anos da USP, foi baleado dentro de um carro na Via Dutra, em Nova Iguaçu, em 31 de outubro. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio. A família contesta a hipótese de briga de trânsito e denuncia uma cobrança irregular no IML.

Daniel Oliveira de Andrade, pesquisador de 27 anos da Universidade de São Paulo (USP), morreu após ser atingido por um tiro dentro de um carro na rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na madrugada de 31 de outubro. A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o caso como homicídio; ele viajava com dois amigos em direção à capital fluminense.

Daniel dormia no banco traseiro quando foi baleado no tórax. Ele morreu a caminho do Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde o óbito foi confirmado. O pesquisador seguia para o Rio para comemorar a aprovação de sua dissertação de mestrado em educação matemática.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense conduz a investigação. A Polícia Civil informou que o trabalho está em estágio avançado e que busca esclarecer o ocorrido. Imagens de câmeras de segurança estão entre os elementos analisados.

A principal hipótese investigada é que um policial militar tenha atirado após uma discussão de trânsito com o motorista do carro em que Daniel estava. Segundo essa linha, os veículos teriam feito manobras arriscadas na rodovia. O policial é suspeito, não teve a identidade divulgada e deve prestar depoimento nos próximos dias.

A família contesta essa hipótese. Com base no relato do amigo que dirigia, acredita que o atirador pretendia roubar um caminhão e confundiu o carro dos três amigos com uma escolta armada. O disparo teria ocorrido quando o veículo passava próximo ao caminhão.

A família afirma que não recebeu informações sobre a investigação e questiona por que o carro atingido pelos tiros voltou para São Paulo, em vez de permanecer retido para perícia. O irmão de Daniel, Paulo Henrique Oliveira, disse que a polícia informou haver imagens de três câmeras e que o veículo suspeito já teria sido localizado, mas não compartilhou esses dados com os parentes ou com a advogada da família.

A advogada Pabline Venezia foi cadastrada como representante da família nesta quinta-feira, 5 de novembro, e tenta obter acesso ao inquérito. A família também denunciou uma suposta cobrança para liberar o corpo no Instituto Médico Legal (IML) do Rio.

Paulo Henrique afirma que um homem que se apresentou como funcionário do IML pediu R$ 1.000 para liberar o corpo. Segundo ele, o passaporte de Daniel não foi aceito como documento e a funerária pagou R$ 700, valor que a família depois ressarciu. A cobrança de taxa para liberação de corpo é ilegal.

A Polícia Civil informou que a Corregedoria-Geral vai apurar a denúncia. Também declarou que, se houver apresentação deliberada de informações falsas para atribuir a alguém um crime, a conduta poderá configurar denunciação caluniosa. A investigação sobre a morte e a apuração da suposta cobrança seguem em curso.

Fontes: Folha de S.Paulo

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