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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Polícia Civil prende sargento da PM em operação contra exploração sexual

Um ex-assessor de Talíria Petrone também foi preso; a investigação apura vídeos de violência sexual e ameaças contra adolescentes.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Policiais em frente a uma delegacia no Rio de Janeiro durante uma investigação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Policiais em frente a uma delegacia no Rio de Janeiro durante uma investigação.
Resumo em 30 segundos

A Polícia Civil do Rio prendeu um terceiro-sargento da PM e um ex-assessor da deputada Talíria Petrone em uma operação contra uma rede suspeita de explorar sexualmente adolescentes. Foram cumpridas 18 medidas de busca e apreensão. A investigação apura a produção de vídeos e o uso das imagens para ameaçar e chantagear vítimas.

Um terceiro-sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro e um ex-assessor da deputada federal Talíria Petrone (PSOL) foram presos na quarta-feira, 28, durante uma operação da Polícia Civil contra uma rede suspeita de explorar sexualmente adolescentes. A ação, chamada NXIVM, cumpriu mandados de prisão e 18 medidas de busca e apreensão.

A investigação apura a produção de vídeos de violência sexual contra adolescentes e o uso das imagens para ameaçar e chantagear as vítimas. Segundo a Polícia Civil, os integrantes do grupo se chamavam de “senhores” e tratavam as adolescentes como “escravas”. A corporação afirma que ameaças, agressões físicas e violência psicológica eram usadas para manter as vítimas sob controle e submetê-las a novos abusos.

O policial militar foi preso por ordem cumprida pela Corregedoria Geral da corporação, por meio da 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar. Ele também é alvo de inquérito na 74ª DP, em Alcântara. A Secretaria de Estado de Polícia Militar disse que acompanha o caso para avaliar as medidas cabíveis e que adota providências administrativas e disciplinares quando irregularidades são constatadas.

A operação avançou a partir da prisão, em julho, de um assessor do vereador Professor Túlio, em Niterói. Ele é suspeito de abusar de uma adolescente de 16 anos e de integrar o grupo. A análise de celulares e computadores apreendidos em sua casa, junto com imagens de câmeras de segurança, ajudou os investigadores a identificar outros suspeitos, segundo a Polícia Civil.

A investigação começou depois que a adolescente procurou a 74ª DP acompanhada dos pais e relatou as violências. A polícia apura a participação individual dos investigados e busca esclarecer a extensão da rede.

Talíria Petrone informou que determinou a exoneração do assessor citado na investigação. Em nota, afirmou que foi surpreendida com a operação e defendeu que as apurações ocorram “com transparência, rigor e independência”. Também declarou solidariedade à vítima e à família e disse que o caso deve respeitar o devido processo legal.

A prisão do policial ocorre no âmbito de uma investigação criminal; a apuração ainda deve determinar a responsabilidade de cada suspeito. A Polícia Militar informou que acompanha os desdobramentos do inquérito. O caso tramita na 74ª DP, unidade responsável pela investigação.

Fontes: Estadão, Gazeta do Povo, O Globo

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