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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Polícia Civil investiga voz ouvida em walkie-talkie infantil no RS

A perícia vai analisar o alcance do aparelho e a hipótese de transmissão por outro equipamento; o homem não foi identificado.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Walkie-talkies infantis sobre uma mesa, ao lado de uma antena de rádio. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Walkie-talkies infantis sobre uma mesa, ao lado de uma antena de rádio.
Resumo em 30 segundos

Uma mãe de Porto Alegre relatou que ouviu a voz de um homem no walkie-talkie de brinquedo da filha de quatro anos. A Polícia Civil investiga o caso, e o aparelho está com a perícia. A fabricante afirma que o equipamento pode captar sinais de outros dispositivos que usem a mesma frequência.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga o relato de uma mãe que ouviu a voz de um homem desconhecido no walkie-talkie de brinquedo da filha, de quatro anos, em Porto Alegre. O caso foi registrado depois que a voz se identificou como “Lobo Cinzento” e, segundo a mãe, em outro momento disse que iria “pegar” a criança.

A mulher relatou que o aparelho já havia captado outras vozes, mas sem a mesma nitidez. Em 15 de outubro, ouviu a voz masculina enquanto o brinquedo estava desligado e sobre uma mesa. Ela registrou boletim de ocorrência pela internet no dia seguinte e retirou as pilhas para preservar o equipamento para a perícia.

O delegado André Mocciaro, da Divisão da Criança e do Adolescente, confirmou a investigação na quarta-feira, 21 de outubro. O walkie-talkie está com a perícia, que deverá examinar seu alcance e as condições em que outro equipamento pode ter transmitido para ele. O homem ainda não foi identificado, e o inquérito está em fase inicial.

O brinquedo é o modelo Walkie Talkie Guerreiras do K-Pop, fabricado pela Candide Brinquedos. O manual informa alcance máximo de 500 metros. A empresa declarou que o aparelho opera na faixa de 27 MHz, frequência que pode ser usada por outros equipamentos próximos; por isso, pode captar sinais transmitidos na mesma faixa.

A fabricante afirmou que essa possibilidade decorre da tecnologia de rádio e não representa defeito do produto. Também informou que o brinquedo tem certificação compulsória do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A recomendação da empresa é desligar os dois aparelhos quando não estiverem em uso, pois funcionam de forma independente.

Segundo Mocciaro, técnicos informaram à polícia que uma antena maior em outro equipamento pode ampliar a distância de transmissão, mesmo quando o brinquedo tem alcance limitado. A perícia deverá avaliar essa hipótese e contribuir para a identificação de quem transmitiu o sinal. O delegado afirmou que este é o primeiro caso desse tipo registrado no Rio Grande do Sul.

Mocciaro disse que o uso de “lobo” como codinome pode ser uma referência usada por abusadores, mas a investigação ainda não identificou quem estava por trás da voz nem estabeleceu a intenção de quem falou. O delegado recomendou que responsáveis supervisionem crianças ao usarem dispositivos de comunicação, como celulares, computadores e walkie-talkies.

Walkie-talkies transmitem e recebem áudio por ondas de rádio, sem depender de uma ligação telefônica. Em frequências compartilhadas, aparelhos próximos podem captar transmissões de outros dispositivos compatíveis; esse funcionamento, por si só, não confirma quem enviou o sinal ou de onde ele veio.

Fontes: Estadão

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