Polícia Civil identifica 10 suspeitos de 4 homicídios em São Paulo
A Justiça recebeu pedidos de prisão de oito adultos e de apreensão de dois adolescentes; outros 13 casos seguem em investigação.
Resumo em 30 segundos
A Polícia Civil de São Paulo identificou dez suspeitos de quatro dos 17 homicídios registrados entre 5 de setembro e 22 de outubro na capital e em três cidades da região metropolitana. A corporação pediu à Justiça a prisão de oito adultos e a apreensão de dois adolescentes. As investigações dos demais casos continuam.
A Polícia Civil de São Paulo identificou dez suspeitos de envolvimento em quatro dos 17 homicídios registrados entre 5 de setembro e 22 de outubro na capital e em três municípios da região metropolitana. A corporação pediu à Justiça a prisão de oito adultos e a apreensão de dois adolescentes, enquanto as investigações seguem para identificar responsáveis pelos outros casos.
Os quatro crimes considerados esclarecidos pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) tiveram, respectivamente, quatro, três, dois e um suspeito identificado. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não informou quais ocorrências foram elucidadas nem as possíveis motivações dos assassinatos.
Do total de 17 casos, 14 foram registrados na capital e são investigados pelo DHPP. Os outros três ocorreram em Itapecerica da Serra, Diadema e São Bernardo do Campo, e estão sob apuração das equipes de homicídios das delegacias seccionais dessas cidades. O delegado-geral, Artur Dian, determinou que equipes de outros três departamentos reforcem as investigações.
A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, afirmou que, até o momento, não há elementos que apontem uma mesma autoria ou conexão entre as ocorrências. Segundo ela, os casos têm circunstâncias diferentes; o fato de alguns corpos terem sido encontrados envoltos em sacos plásticos ou tecidos, por si só, não demonstra relação entre eles.
Um dos casos investigados pelo DHPP é o de Jean Victor Sousa Guimarães, cujo corpo foi encontrado na noite de quinta-feira, 22, em uma área de mata no Rio Pequeno, zona oeste da capital. Imagens de uma câmera de segurança mostram quatro pessoas retirando um corpo do porta-malas de um Renault Sandero preto e o deixando no local antes de fugir.
O boletim de ocorrência registra que o grupo passou pela rua dois minutos antes do descarte e usava toucas que cobriam o rosto. A vítima estava com as mãos amarradas e a cabeça envolvida em um saco plástico preto. A Polícia Civil informou que as primeiras apurações indicam que Guimarães foi morto com cinco tiros em um local ainda não identificado e teve o corpo abandonado na área de mata.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 20h50 para atender à ocorrência de encontro de cadáver. O tio da vítima, Vinícius dos Santos Sousa, disse à polícia que o jovem era natural de Valença, no litoral da Bahia, e havia se mudado para São Paulo cerca de dois anos antes. Ele relatou que não falava com o sobrinho havia meses e que Guimarães era desempregado e dependente químico.
Cristiane dos Santos Lobão, tia da vítima, afirmou que Guimarães voltou a morar com ela depois de trabalhar em Santos, onde teria se envolvido em uma briga com um colega que o acusava de furto. Ela disse que o viu pela última vez na tarde de quarta-feira, 21, quando ele saiu para comprar um lanche e não retornou.
Na capital, outras duas mortes registradas na quinta-feira, nas zonas oeste e leste, são investigadas como suspeitas pelos distritos policiais da Lapa e do Teotônio Vilela. As vítimas não apresentavam sinais de violência, e os investigadores aguardam laudos periciais para esclarecer as circunstâncias.
Para entender
- DHPP
- O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa é uma unidade da Polícia Civil de São Paulo especializada na investigação de homicídios e outros crimes contra a vida. Na capital, o departamento apura os casos mencionados na notícia.