Jean Victor Sousa Guimarães tem corpo deixado em mata de SP
Câmera registrou quatro pessoas retirando o corpo do porta-malas de um carro no Rio Pequeno; a Polícia Civil investiga o homicídio.
Resumo em 30 segundos
Jean Victor Sousa Guimarães foi encontrado morto em uma área de mata no Rio Pequeno, na zona oeste de São Paulo. Imagens de segurança mostram quatro pessoas deixando o corpo no local. A Polícia Civil investiga o homicídio e apura quem matou o jovem e transportou o corpo.
Uma câmera de segurança registrou quatro pessoas deixando o corpo de Jean Victor Sousa Guimarães em uma área de mata no Rio Pequeno, na zona oeste de São Paulo, na noite de quinta-feira, 22 de outubro. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio e apura quem matou o jovem e transportou o corpo até o local.
As imagens mostram um Renault Sandero preto parando às 20h32 na Rua Paulo da Silva, perto do número 154. Três pessoas se aproximam do porta-malas e retiram o corpo; o motorista observa. O grupo o arremessa em uma área abaixo de uma mureta e, em seguida, volta ao carro e deixa o local. Segundo o boletim de ocorrência, o veículo já havia passado pela rua dois minutos antes. Os quatro usavam toucas que cobriam o rosto.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 20h50 para atender a uma ocorrência de encontro de cadáver e localizou a vítima. O boletim informa que Guimarães estava com as mãos amarradas e a cabeça coberta por um saco plástico preto. As primeiras informações da Polícia Civil apontam que ele teria sido morto com cinco tiros em outro local, antes de o corpo ser levado à mata.
O caso está sob investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O tio da vítima, Vinícius dos Santos Sousa, disse à polícia que o sobrinho era natural de Valença, no litoral da Bahia, e havia se mudado para São Paulo cerca de dois anos antes. Segundo ele, Guimarães estava desempregado, era dependente químico e havia passado períodos morando com uma tia, Cristiane dos Santos Lobão, em Cotia.
Cristiane contou aos policiais que Guimarães havia trabalhado em Santos, no litoral paulista, e se envolvido em uma briga com um colega que o acusava de furto. De acordo com ela, os dois sacaram facas durante o confronto, e o jovem acabou demitido. Depois, ele voltou a morar com a tia. Ela afirmou que o viu pela última vez na tarde de quarta-feira, 21, quando ele saiu para comprar um lanche e não retornou.
O tio relatou que o jovem também havia ido a Santa Catarina em busca de trabalho e que, depois, voltou a São Paulo. A família identificou uma tatuagem com o nome da avó no braço da vítima. O boletim registra ainda que Guimarães teria passado a cometer pequenos furtos após retornar à capital, informação atribuída ao tio.
A morte é uma das 17 ocorrências registradas como homicídio na capital e na região metropolitana desde 5 de setembro. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que 14 casos ocorreram na capital e são investigados pelo DHPP. Os outros três foram registrados em Itapecerica da Serra, Diadema e São Bernardo do Campo e estão a cargo das delegacias locais.
A SSP declarou que, até o momento, não há elementos que indiquem ligação entre essas ocorrências ou uma autoria comum. A pasta afirmou que os casos têm dinâmicas e circunstâncias distintas e que o uso de sacos plásticos ou tecidos em alguns deles, por si só, não estabelece relação entre as mortes. Na quinta-feira, o secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, também disse que não havia indícios de ação de um assassino em série.
A secretaria mencionou ainda outros dois corpos encontrados na quinta-feira, nas zonas oeste e leste da capital. As mortes são investigadas como suspeitas, sem sinais de violência, e dependem de laudos periciais para esclarecer as circunstâncias. A SSP informou que esses episódios são apurados separadamente dos homicídios.